Ricardo não declarou voto em nenhum candidato à Presidência da República no primeiro turno nem pretende fazer isso no segundo. Quem está oficialmente no palanque de Flávio é o adversário do emedebista, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Aliados de Ricardo correm contra o tempo para tentar virar o jogo. Pazolini foi o mais votado no primeiro turno, quase venceu o emedebista de uma tacada só, o placar foi de 49,65% contra 34,06%.
Uma vantagem de quase 16 pontos percentuais é muita coisa.
Em 2022, o então governador Renato Casagrande (PSB) também foi para o segundo turno contra um candidato bolsonarista, o ex-deputado federal Carlos Manato (na época, filiado ao PL) e o voto CasaNaro o ajudou a vencer o pleito.
Jair Bolsonaro também foi mais votado que Lula no Espírito Santo em 2022 no primeiro turno (52,23% a 40,4%).
Mas há uma diferença de extrema relevância: naquela ocasião, Casagrande foi o mais votado no primeiro turno, teve 46,94% dos votos e Manato, 38,48%.
Ou seja, o socialista não teve que "virar" no segundo turno. Apenas manter ou ampliar a vantagem, e conseguiu.
O desafio de Ricardo é muito maior.
PAZOLINI NA "TROPA DO 22"
No primeiro turno, Pazolini não exibiu a imagem de Flávio Bolsonaro na campanha e nem citou o nome do aliado espontaneamente.
Logo após o resultado da apuração, na noite de domingo, o republicano afirmou que não pretende mudar drasticamente a estratégia e que deve tratar, prioritariamente de temas locais.
Já avisou, porém, que espera a visita de Flávio ao Espírito Santo e, nesse caso, participaria de atos de campanha ao lado do aliado.
Nesta quarta-feira (7), o ex-prefeito de Vitória já se "bolsonarizou" mais: apareceu em Brasília ao lado do deputado federal eleito Lucas Polese (PL) e do deputado federal eleito Coronel Ramalho (Republicanos) e falou em "tropa do 22 e do 10".