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Eleições 2026

"2º turno é uma nova eleição", diz Ricardo Ferraço após resultado para governo do ES

Candidato à reeleição pelo MDB, ele volta à disputa em desvantagem em relação a seu concorrente, o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Publicado em 05 de Outubro de 2026 às 18:35

Aline Nunes

Publicado em 

05 out 2026 às 18:35

Um dia após o resultado da votação nas Eleições 2026, o governador Ricardo Ferraço (MDB) se manifestou nesta segunda-feira (5) sobre a nova etapa de sua campanha em busca da reeleição. Mesmo saindo em desvantagem diante de seu opositor, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), o emedebista fez um discurso com tom otimista, ressaltando que o segundo turno é uma nova eleição. 


"É um novo momento. Assim como aconteceu em 2022, quando tivemos um segundo turno, neste nós pretendemos aprofundar o debate, aprofundar a capacidade, a competência, a coragem, a experiência de quem conhece o Espírito Santo e tem capacidade de proporcionar um futuro cada vez melhor e mais justo para os capixabas", declarou Ricardo, em entrevista coletiva acompanhado do vice, Camillo Neves (PP), reforçando mensagem de nota que divulgou ainda no domingo (4). 


Ricardo obteve 34,06% dos votos válidos no primeiro turno e precisa superar Pazolini, que conquistou a preferência de 49,65% do eleitorado e 15 pontos percentuais de vantagem. Questionado sobre o tamanho da desvantagem, o emedebista repetiu o "mantra" de que se trata de uma nova eleição e que a população quis o segundo turno para aprofundar o debate de ideias e projetos. 

O candidato ao Governo do ES, Ricardo Ferraco e seu vice, Camillo Neves, durante coletiva pós término do primeiro turno das eleições
 Ricardo Ferraço concedeu entrevista ao lado do seu vice, Camillo Neves  Carlos Alberto Silva

O candidato também ponderou que a eleição no Espírito Santo acabou nacionalizada, isto é, o resultado para o governo do Estado, em sua avaliação, é reflexo das disputas para a Presidência da República entre Flávio Bolsonaro (PL), apoiador de Pazolini, e Lula (PT). Mas Ricardo não pretende tomar partido de um concorrente ou outro. 


"Nessa trajetória de profundos resultados na vida e no dia a dia da população capixaba, fez muito bem ao Espírito Santo a gente ficar fora da brigalhada, desse conflito político que não gera emprego, que não gera oportunidade, que não bota comida na mesa do povo", avaliou. 

 

Seguindo esse entendimento, acrescentou, vai manter a coerência de seu posicionamento. "Porque nós não estamos decidindo aqui no Espírito Santo, numa campanha para governador, quem vai presidir o país. Vamos decidir que projeto, com que características, vai liderar o Estado e levar o Espírito Santo para o futuro."


De acordo com Ricardo, é importante esclarecer ao eleitor que, na votação para o governo, é preciso fazer a escolha pensando no futuro do Estado em vez de escalar para o debate nacional, que está polarizado e tomado por pautas ideológicas. 


Sob essa perspectiva, o emedebista não enxerga erro de estratégia de sua campanha, mas o impacto da nacionalização do processo de decisão do eleitor. 


Indagado sobre a busca de apoio dos outros candidatos ao governo, particularmente Helder Salomão (PT), com quem não é alinhado politicamente, Ricardo afirmou que pretende conversar com todos que querem o "bem do Espírito Santo". "O papel do governador não é dividir o Estado. É unificar, conversar, dialogar com todo mundo que quer unir o Espírito Santo." 


Sobre o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que se elegeu para o Senado Federal, Ricardo disse que este vai ter um papel relevante, considerando sua gestão exitosa e sua capacidade de interlocução. 

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