Marcelo e Da Vitória poderiam ter se encontrado com o adversário do Ricardo movidos apenas pelo espírito do diálogo, como sugeriu o governador? Poderiam. Mas se fosse esse o caso, não haveria necessidade de posar para foto e postar nas redes sociais.
Na verdade, eles quiseram causar um impacto e, no mínimo, deixar a possibilidade de debandada no ar.
O clima de animosidade entre os líderes da superfederação e aliados de Ricardo, sobretudo em relação ao ex-governador Renato Casagrande (PSB), vem desde o primeiro turno.
O deputado federal reeleito Gilson Daniel (Podemos) também integra o time dos descontentes.
Alguns episódios criaram rusgas e, agora, cicatrizes abertas.
Ele alegou motivos de saúde, mas apareceu como suplente de Rose de Freitas (MDB), que foi candidata ao Senado. Marcus Vicente já disse que sofre de labirintite, o que o impediria de fazer uma campanha por uma vaga na Câmara dos Deputados, mas ajudar Rose seria mais tranquilo.
Até hoje, porém, integrantes da União Progressista não digeriram bem essa história.
Além disso,
houve uma espécie de ciumeira geral. Especialmente Marcelo, Da Vitória e Gilson Daniel ficaram descontentes com o que consideraram favorecimento de Casagrande em prol de candidatos do PSB a deputado federal, notadamente a ex-secretária de Governo Emanuela Pedroso, a Manu, que foi eleita.
A foto de Marcelo e Da Vitória ao lado de Pazolini agora é lida, nos bastidores, como uma espécie de represália.
E também ocorre depois que o ex-prefeito abriu ampla vantagem sobre Ricardo. O candidato do Republicanos recebeu 49,65% dos votos no primeiro turno, contra 34,06% do emedebista.