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Comissionado

Irmão de Rose de Freitas ganha cargo no governo Casagrande

Edward Dickinson de Freitas foi preso em maio de 2021 em operação da PF contra corrupção na Codesa

Públicado em 

23 mar 2023 às 09:49
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Rose de Freitas vota ao lado de Casagrande, Ferraço e Solange Lube
Renato Casagrande e Rose de Freitas em dia de votação na eleição de 2022 Crédito: Helio Filho/Secom ES
Irmão da ex-senadora Rose de Freitas (MDB), Edward Dickinson de Freitas foi nomeado, nesta quinta-feira (23), para exercer o cargo comissionado de assessor especial na Casa Civil do governo Renato Casagrande (PSB).
O socialista apoiou a reeleição de Rose, em 2022. Ela ficou em segundo lugar na corrida. As urnas escolheram Magno Malta (PL). A emedebista segue aliada ao governador e, de acordo com o que a coluna apurou, conversou esta semana com Casagrande.
"Ela segue trabalhando, indicou muitas emendas parlamentares, recursos que vão vir para o Espírito Santo, durante o mandato dela. Essas emendas vão ser executadas durante o ano e ela tem acompanhado isso", contou uma fonte palaciana.
Edward chegou a ser alvo de um mandado de prisão temporária, em maio de 2021, em meio à Operação Corsários, da Polícia Federal. Foi solto cinco dias depois.
A operação investigou uma organização criminosa que, segundo a PF, atuava na Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). O irmão de Rose de Freitas foi coordenador de Serviços Gerais da companhia, mas já havia sido exonerado, em 2019.
Nesta primeira fase, foi preso também um assessor parlamentar da então senadora. Os indícios, sempre de acordo com a Polícia Federal, eram de que houve desvio de recursos da Codesa para bancar gastos pessoais de Rose.
Entre os alvos, o então suplente de Rose, Luiz Pastore (MDB); o ex-coordenador de Gestão Empresarial da Codesa, Francisco Milfont, e um então assessor parlamentar da emedebista, Peterson Vieira Correa. 
Por reiteradas vezes, Rose de Freitas negou ter cometido qualquer irregularidade. O único vínculo formal que ela teve com a Codesa durou poucos meses, em 1999, quando ocupou o cargo de diretora de gestão portuária.
A então estatal, durante anos, foi considerada uma área de influência política da senadora. Hoje a companhia está sob gestão da iniciativa privada. 
"Por que, depois de quarenta anos (de vida pública), eu iria roubar? Como se faz uma operação, não se comprova nada, e partem para a segunda operação?", questionou a então senadora em entrevista à coluna em janeiro.
"Meus vizinhos viram eu construir minha casa aos poucos, durante 29 anos (...) Meu irmão mora em um apartamento de 47 metros quadrados, que paga com o recurso dele".
A apuração da Corsários, ao menos até janeiro, não havia resultado em um processo propriamente dito, estava em fase de inquérito, sob a batuta do Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso na Corte é o ministro Kassio Nunes Marques. 
O QUE DIZ A CASA CIVIL
A coluna entrou em contato com a Casa Civil para saber quais são as qualificações de Edward Dickinson de Freitas para o cargo de assessor especial e se a nomeação ocorreu por indicação de Rose de Freitas.
"O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Casa Civil (SCV), informa que a nomeação do servidor atende a todos os requisitos previstos em Lei, considerando ainda que os cargos em comissão são de 'livre nomeação e exoneração', como disposto na Lei Complementar nº 46. Não havendo qualquer óbice legal ou decisão em sentido contrário em desfavor do referido servidor", respondeu a secretaria, já após a publicação deste texto.
A coluna também telefonou para Rose, nesta manhã, mas não obteve retorno.
MDB
A ex-senadora preside o MDB no Espírito Santo. O partido funciona como órgão provisório no estado, ainda não elegeu o diretório. O comando nacional da sigla prorrogou a presidência de Rose de Freitas até o dia 21 de junho.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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