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Eleições 2022

Coronel Ramalho está fora da disputa pelo Senado no ES

Executiva estadual do Podemos decidiu não lançar candidatura avulsa e coligar com o PSB do governador Renato Casagrande. O bloco já endossou o nome da senadora Rose de Freitas (MDB)

Publicado em 03 de Agosto de 2022 às 18:22

Públicado em 

03 ago 2022 às 18:22
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Coronel Alexandre Ramalho, ao centro, filia-se ao  Podemos
Coronel Alexandre Ramalho, ao centro, em abril, no dia da filiação ao Podemos Crédito: Divulgação
O coronel Alexandre Ramalho (Podemos) está oficialmente fora da corrida pelo Senado. A assessoria do militar da reserva da PM confirmou à coluna, no início da noite desta quarta-feira (3), que uma conversa entre o presidente estadual do partido, Gilson Daniel, e o até então pré-candidato a senador selou o destino do coronel.
"O ex-secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo informa que recebeu, na tarde desta quarta-feira (03), a negativa do presidente do Podemos. Gilson Daniel informou que por diversos motivos o partido não terá candidatura na disputa ao Senado Federal", diz nota divulgada. 
"Ramalho destacou que as composições e arranjos políticos não atendem aos anseios da sociedade, beneficiando somente a manutenção e perpetuação do poder. Destaca ainda que o Espírito Santo perde a oportunidade de discutir, com propriedade, um dos temas mais preocupantes da atualidade, que é a segurança pública", registra ainda o texto.
Gilson Daniel não atendeu às tentativas de contato da coluna, assim como Ramalho. Não está claro se o militar vai concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, alternativa oferecida pelo Podemos.
OS MOTIVOS
O presidente estadual do Podemos explicitou à coluna, na última sexta-feira (29), as dificuldades para lançar a candidatura do ex-secretário de Segurança Pública:
O Podemos teria que fazer isso sozinho e não se coligar com o PSB e demais partidos aliados ao governador Renato Casagrande, uma vez que a senadora Rose de Freitas (MDB) é a candidata do bloco à reeleição.
Assim, os candidatos a deputado estadual e federal do Podemos não poderiam fazer material de campanha contendo a foto do governador, por exemplo. O próprio Gilson, candidato à Câmara, ficaria vedado de fazer isso, mesmo sendo aliado de primeira hora e também ex-secretário do socialista.
Outra questão é o dinheiro. Uma campanha para o Senado é cara. E, avulsamente, teria um tempo ínfimo de propaganda na TV.
A convenção do partido, na sexta, delegou à Executiva estadual a decisão sobre as candidaturas majoritárias, ou seja, a homologação da coligação com o PSB de Casagrande e o lançamento ou não de Ramalho ao Senado. 
Com a decisão anunciada pela assessoria do coronel, o Podemos vai agora coligar oficialmente com o bloco casagrandista, composto, por enquanto, por dez partidos. 
DEPUTADO FEDERAL
Gilson Daniel já disse à coluna que, mesmo sem Ramalho na chapa de candidatos a deputado federal, o Podemos espera eleger dois nomes à Câmara, o que outros partidos, inclusive entre os aliados do governador, duvidam. 
"Com o Ramalho, facilita muito. Mas, sem ele, a gente pode chegar a dois deputados federais", avaliou.
Questionado pela coluna, também na sexta, sobre essa possibilidade, Ramalho preferiu não responder se aceitaria a proposta, mas também não descartou a ideia: "Hoje o meu foco é o Senado, mas abro o diálogo com o partido no momento em que o presidente entender, que a Executiva entender".
EM CARTA, PODEMOS DIZ QUE PRIORIDADE É ELEIÇÃO DE DEPUTADOS
Em uma "carta à população", a Executiva estadual do Podemos diz que a prioridade do partido, alinhavada com a direção nacional, é "a eleição de deputados federais em todos os estados brasileiros". Assim, a legenda decidiu coligar com Casagrande e não se lançar na empreitada pelo Senado.
O coordenador nacional do Podemos, Roberto Siqueira, marcou presença na convenção estadual do partido, na sexta, e disse que a direção nacional respeitaria qualquer decisão local sobre Ramalho e a coligação.

Carta à população

A Executiva do Podemos no Espírito Santo tomou, nesta quarta-feira (03), uma decisão importante para o partido no processo eleitoral de 2022.

 Na última sexta-feira (29), realizamos, na cidade de Vila Velha, com a participação de convencionais, filiados e simpatizantes, a Convenção do partido, quando foram aprovadas as chapas de deputado estadual e federal e foi decidido que, no momento certo, a Executiva Estadual tomaria as decisões cabíveis com relação à majoritária.

Desde o início, por entendermos de que se trata de um excelente quadro, lançamos e sustentamos a pré-candidatura ao senado do Coronel Ramalho, homem íntegro, correto, com uma carreira exemplar dentro do serviço militar.

É de conhecimento da sociedade a relação do partido Podemos com o governador Renato Casagrande, um gestor público que tem nossa admiração e apreço. Compusemos, e ainda compomos, seu secretariado, auxiliando-o nas ações dentro do nosso Estado. 

Com relação ao Senado, a coligação majoritária, composta pela chapa dos partidos PSB e PSDB, decidiu pela candidatura à reeleição da senadora Rose de Freitas (MDB), decisão essa respeitada por todos nós. 

O assunto também foi levado à esfera nacional do partido, que nos sinalizou que a prioridade do Podemos é a eleição de deputados federais em todos os estados brasileiros. 

Diante deste quadro, e após uma conversa franca com o Coronel, o partido decidiu pela coligação com a chapa majoritária PSB e PSDB. 

Desta forma, o Podemos segue coerente com todo o seu histórico de trabalho e construção política junto ao governador: caminhamos juntos no governo e caminharemos juntos no processo eleitoral. Mais uma vez, reiteramos nosso respeito, a importância, o tamanho e o potencial do Coronel Ramalho junto à política no Espírito Santo! E afirmamos que o partido está de portas abertas para a participação do Coronel no processo eleitoral.

EXECUTIVA ESTADUAL DO PODEMOS ES

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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