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Letícia Gonçalves

O que os dados da Quaest sobre a corrida pelo governo do ES revelam. E as dúvidas que seguem no ar

Nem todos os possíveis candidatos vão mesmo disputar. Veja o cenário mais provável, hoje, na avaliação da coluna

Publicado em 01 de Maio de 2026 às 07:00

Públicado em 

01 mai 2026 às 07:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço
Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço Arte | A Gazeta
O cenário principal da pesquisa Quaest realizada a pedido de A Gazeta e divulgada nesta quinta-feira (30) inclui todos os possíveis candidatos ao governo do Espírito Santo, mesmo aqueles que não foram oficialmente lançados na corrida.

É o caso do ex-governador Paulo Hartung (PSD) e do senador Magno Malta (PL). Os dois não descartam entrar na disputa, mas tampouco são, de fato, pré-candidatos.

A inclusão deles no levantamento, porém, é relevante justamente para medir o tamanho que teriam no pleito se a eleição fosse hoje.

Na hipótese da participação de Hartung, ele lidera numericamente, com 19%, mas está empatado, considerando a margem de erro, com Lorenzo Pazolini (Republicanos), que aparece com 18%, e com Ricardo Ferraço (MDB) e Magno, cada um com 15%.

O jogo, assim, fica embolado.

É preciso considerar, entretanto, que, pelos sinais emitidos no momento atual, Hartung porta-se mais como um apoiador de Pazolini que como possível candidato ao Palácio Anchieta.

O PSD, partido do ex-governador, aliás, já subiu no palanque do ex-prefeito de Vitória.

Quanto a Magno, ainda é possível que seja candidato ao governo para garantir um palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República, mas há diálogo entre o PL e o partido de Pazolini.

Ou seja, uma aliança entre Magno e o ex-prefeito também não está descartada, o que faria o PL recuar da ideia de lançar um nome próprio ao governo.

As pré-candidaturas consolidadas até agora são as de Ricardo, Pazolini e Helder Salomão (PT).

Considerando a projeção em que apenas os três disputam o governo, quem lidera é Ricardo, com 32%.

Pazolini surge em segundo lugar, com 24%, e Helder em terceiro, mais distante, com 9%.

Considero, frise-se, a preço de hoje, que esse é o cenário mais provável de o eleitor encontrar nas urnas em outubro.

Nesse recorte, o protagonismo é de Ricardo e Pazolini, o que já se desenhava e agora fica patente.

Com vantagem para Ricardo.

Cenário 4 (sem Paulo Hartung e Magno Malta)

* Ricardo Ferraço (MDB): 32%
* Lorenzo Pazolini (Republicanos): 24%
* Helder Salomão (PT): 9%
* Indecisos: 18%
* Branco/nulo/não votaria: 17%

O governador assumiu o cargo há pouco menos de um mês, sucedendo Renato Casagrande (PSB), de quem era vice. O socialista renunciou ao mandato para ser candidato ao Senado.

O atual governador já tinha certa visibilidade, conferida pelo cargo de vice-governador e pelo histórico na política capixaba. 

Agora, no comando do Executivo estadual, tem a "caneta na mão", o que impulsiona o apoio de outras lideranças políticas, como prefeitos.

O emedebista tem a seu favor o apoio de Casagrande, que foi um governador bem avaliado. 

Mas esse endosso ainda não causou todo o impacto que poderia, uma vez que a Quaest mostrou que apenas 23% dos eleitores sabem que o emedebista foi ungido pelo socialista.

O fato de estar à frente no levantamento divulgado nesta quinta não garante nada, claro. 

Pesquisas são fotografias do momento, não filmes com começo, meio e fim.

Pazolini mostra-se competitivo em segundo lugar.

Ele ainda tem que decidir se vai subir no palanque de Flávio Bolsonaro, algo que seria fundamental para atrair o PL de Magno Malta.

O ex-prefeito, tradicionalmente, não escolhe abertamente lados nas disputas presidenciais.

Apoiar Flávio agradaria o eleitorado bolsonarista, mas poderia desagradar os eleitores de direita que não têm simpatia pelo pai do presidenciável, além, é claro, de espantar ainda mais os de esquerda e lulistas.

A eleição também não vai ser decidida apenas por quem apoia os candidatos ao Palácio Anchieta ou quem eles endossam para outros cargos.

Há fatores subjetivos, como carisma dos candidatos e humor dos eleitores no dia da pesquisa e, principalmente, no dia da votação.

AVENIDA ABERTA

A pesquisa espontêna, quando os nomes dos possíveis candidatos não são informados previamente aos entrevistados, também é reveladora: 86% estão indecisos.

Os mais lembrados pelos eleitores são, justamente, Ricardo e Pazolini, mas, nesse recorte, cada um deles marca apenas 5% das intenções de voto.


Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

A pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral no Espírito Santo, contratada por A Gazeta, foi realizada entre os dias 25 e 28 de abril, com 804 entrevistas. O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram realizadas entrevistas pessoais por amostragem com utilização de questionário elaborado conforme os objetivos da pesquisa. As pessoas foram selecionadas para as entrevistas de acordo com as proporções na população de grupos de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob o protocolo ES-03176/2026.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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