Durante a sabatina realizada por A Gazeta e Rádio CBN Vitória nesta segunda-feira (31), o governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição, manteve a estratégia adotada até agora: não nacionalizou a campanha, fugiu da "brigalhada ideológica" e não respondeu objetivamente a perguntas sobre determinados temas.
Ele não revelou em quem vai votar na disputa pela Presidência da República e nem qual o seu posicionamento político, se esquerda, direita, centro-esquerda ou centro-direita.
Tampouco explicou, exatamente, o que faria na gestão igualmente ou diferentemente do seu principal apoiador, o ex-governador Renato Casagrande (PSB).
Também não ficou evidente qual seria a real influência de Casagrande na gestão de Ricardo.
Posso afirmar sem medo de errar que Ricardo Ferraço é ao menos de centro-direita. Isso fica patente em declarações públicas feitas pelo emedebista a respeito de temas como a atuação do Supremo Tribunal Federal e outros.
Mas Ricardo quer votos de eleitores de todos os matizes, assim como reuniu no palanque partidos de centro-esquerda, centro e centro-direita, como PSB, MDB e PP.
"Eu agradeço o apoio de todas e de todos. Agradeço o apoio dos eleitores que votam no Augusto Cury (Avante). Agradeço o apoio dos eleitores que votam no Renan (Santos, do Missão). Agradeço o apoio dos eleitores que votam no Flávio (Bolsonaro, do PL). Agradeço o apoio dos eleitores que votam no Lula (PT). Eu agradeço o apoio de todos porque a gente tem uma meta, a gente tem um propósito, tem uma missão, e a minha missão é não subordinar o interesse do povo capixaba à brigalhada política e ideológica", afirmou Ricardo, durante a entrevista.