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Marcelo Cornélio

Artigo de Opinião

É diretor-geral do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest)
Marcelo Cornélio

Segurança de e-mails e o risco de um ataque cibernético

As organizações devem fazer a sua parte, promovendo campanhas educativas para explicar aos colaboradores as práticas ideais para evitar golpes
Marcelo Cornélio
É diretor-geral do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest)

Publicado em 31 de Agosto de 2026 às 16:20

Publicado em 

31 ago 2026 às 16:20
O Brasil figura atualmente na nona posição entre os países que mais perdem riqueza por causa de fraudes e golpes digitais. Segundo um levantamento da PP_Tech (escritório de advocacia especializado em cibersegurança e direito), os prejuízos com cibercrime já representam cerca de 0,8% do PIB nacional.


Nesse cenário, o correio eletrônico acende um sinal amarelo na rotina de cidadãos e empresas. O motivo é que o e-mail não serve apenas como meio de comunicação, mas funciona como a porta de entrada para a vida digital de qualquer pessoa, guardando faturas, fotos, dados bancários e acessos a vários serviços on-line.


Por isso, se um invasor assumir o controle de uma conta, ele ganha poder para redefinir senhas, monitorar hábitos da vítima e até consolidar o roubo de identidade. E para evitar o pior, é fundamental entender que a prevenção é a estratégia mais adequada. 

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Felizmente, é possível adotar hábitos simples para reduzir bastante os riscos de invasão. Um deles é a implementação da autenticação de dois fatores (MFA), pois adiciona uma camada extra de proteção que impede acessos não autorizados, mesmo quando a senha é descoberta pelos cibercriminosos.


Outra medida importante é o emprego de senhas fortes e exclusivas para cada serviço digital. Também é válido contar com um antivírus confiável e manter sistemas operacionais e aplicativos sempre atualizados. Esses procedimentos facilitam a correção de vulnerabilidades conhecidas, reduzindo os riscos de qualquer exploração maliciosa.


Outro ponto crucial para minimizar golpes digitais abrange o comportamento do usuário ao navegar e interagir com mensagens. Por exemplo, ao receber e-mails duvidosos, é indispensável checar cuidadosamente o endereço do remetente e o domínio oficial.


Dessa forma, é mais simples identificar pequenos erros de digitação que costumam denunciar fraudes. Além disso, deve-se evitar clicar em links ou baixar anexos suspeitos. Nesse caso, o caminho mais seguro é acessar o site oficial da organização pelo navegador.


Mas seguir essas ações não basta. É preciso evitar o acesso a dados confidenciais em redes Wi-Fi públicas e não protegidas. Outras recomendações são configurar filtros de spam e limpar a caixa de entrada regularmente para eliminar possíveis ameaças latentes.

Computador e-mail hackers
E-mail  Divulgação

Independentemente dos cuidados com a segurança da informação, é necessário ter consciência de que o risco de um ataque cibernético sempre vai existir. Por isso, as organizações devem fazer a sua parte, promovendo campanhas educativas para explicar aos colaboradores as práticas ideais para evitar golpes.


Esse é um procedimento que está sendo adotado com bastante critério no Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest). Na Administração Pública Estadual, o órgão é responsável diversos serviços de TI, como gestão de correio eletrônico, administração do Data Center do Estado, gerenciamento da rede de fibra óptica governamental, além do desenvolvimento e manutenção de sistemas corporativos.


Logicamente, os usuários de serviços digitais também precisam fazer a sua parte. Nesse sentido, o mais correto é buscar sempre informações sobre boas práticas de segurança da informação, acompanhando notícias e dicas publicadas nas redes sociais e nos veículos de comunicação.

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