Se os eleitores lhe concederem mais um mandato, Ricardo vai poder começar uma administração "do zero", com secretários estaduais escolhidos, desde a origem, por ele mesmo.
Se a opção for por outro candidato, são ainda maiores as chances de mudança.
Mas creio que nem mesmo o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), principal adversário de Ricardo, declararia ter o objetivo de "mudar totalmente", para além de acabar apenas "com o que não está bom".
O próprio Pazolini já disse que respeita o legado de Hartung e Casagrande, em termos de gestão.
O deputado federal Helder Salomão (PT) tem simpatia pelo ex-governador e, aliás, gosta de frisar que Ricardo e o socialista são pessoas diferentes.
O PT integrou a administração de Renato Casagrande. Logo, é de se esperar que, caso o petista seja eleito, não haja mudanças muito bruscas.
A pesquisa Quaest mostra, entretanto, que os nomes competitivos são apenas os de Ricardo e Pazolini.
Por essa projeção, os dois disputariam o segundo turno. E, nessa hipótese, no cenário de hoje, Ricardo venceria Pazolini por 45% a 35%.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO
A Quaest também perguntou aos entrevistados como eles avaliam o governo de Ricardo: 56% aprovam e 14% desaprovam.
É um resultado positivo para o emedebista, mas que também pode ser lido como um recall da gestão Casagrande. Afinal, o governo de Ricardo, sozinho, começou há poucos meses.
Pode parecer um contrassenso, é verdade. A maioria aprova o governo e, ainda assim, a maioria quer mudanças.
Isso pode ser lido, talvez, como um recado de que: "ok, está bom, mas precisa melhorar".