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Letícia Gonçalves

Sem Gilvan, PL corre o risco de perder vaga na Câmara pelo ES

Deputado tenta mais um mandato, mas está inelegível por 8 anos e deve ter registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral

Publicado em 27 de Agosto de 2026 às 15:49

Públicado em 

27 ago 2026 às 15:49
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Gilvan da Federal teve o mandato suspenso pelo Conselho de Ética
Gilvan da Federal no plenário da Câmara dos Deputados Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado federal Gilvan da Federal, que tenta obter mais um mandato, está inelegível. Provavelmente, vai ter o pedido de registro de candidatura indeferido, ou seja, negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).

Ele ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e permanecer, sub judice, na disputa. Os votos que Gilvan receber, entretanto, não serão computados se ele não conseguir reverter a situação.

O PL tem que decidir se vai correr o risco de manter o deputado na chapa de candidatos a deputado federal ou se é melhor substituí-lo. 

A legislação permite a substituição até 20 dias antes do pleito quando há "perda de condição de elegibilidade indispensável".   

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Mas dificilmente o PL conseguiria alguém com a mesma densidade eleitoral de Gilvan para ocupar a vaga.

Ele foi o segundo deputado federal mais votado em 2022 no Espírito Santo, com 87.994 votos, superado apenas por Helder Salomão (PT), escolhido por 120.337 eleitores.

Na prática, sem os votos de Gilvan em 2026, seja pela não computação ou pela substituição na chapa, o PL fica sem seu principal puxador de votos.

Para emplacar cadeiras na Câmara dos Deputados, o desempenho de toda a chapa importa.

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Com Gilvan, o conjunto de candidatos do PL poderia garantir um ou, quem sabe, dois lugares.

Otimistas, como o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga, que é candidato a deputado federal pelo partido, apostavam até em três eleitos.

Agora, as odds, as probabilidades, estão contra o PL.

Os candidatos a deputado federal do Partido Liberal no Espírito Santo, além de Gilvan, são: Alexandra Tomaz, Cabo Bonadiman, Carlos Von, Coronel Pimenta, Dra Bianca Bahiense, Enfermeira Eliza Ramlow, Gloria Leite, Lazaro, Lucas Polese e Neucimar Fraga.

Com Gilvan, o conjunto de candidatos do PL poderia garantir um ou, quem sabe, dois lugares.
Otimistas, como o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga, que é candidato a deputado federal pelo partido, apostavam até em três eleitos.

Agora, as odds, as probabilidades, estão contra o PL.

Os candidatos a deputado federal do Partido Liberal no Espírito Santo, além de Gilvan, são:

  • Alexandra Tomaz
  • Cabo Bonadiman
  • Carlos Von
  • Coronel Pimenta
  • Dra Bianca Bahiense
  • Enfermeira Eliza Ramlow
  • Gloria Leite
  • Lazaro
  • Lucas Polese
  • Neucimar Fraga.

Em 2022, mesmo com a votação expressiva de Gilvan, a chapa do PL obteve, no total, 207.005 votos e conseguiu eleger apenas um deputado federal no estado.

Agora, diante da perspectiva de não poder contar com Gilvan, a aposta principal do PL deve ser Lucas Polese.

Mas pode ser que o partido fique sem representante na Câmara pelo Espírito Santo.

Neucimar, por outro lado, crê que Polese, sozinho, vai até superar a votação de Gilvan em 2022.

Mesmo sem o deputado federal no páreo, o ex-prefeito de Vila Velha crava que a chapa do PL vai eleger dois federais.

A CONDENAÇÃO


A situação de Gilvan chegou a este ponto porque, quando ele era vereador de Vitória, adotou uma postura tão agressiva contra a também então vereadora Camila Valadão (PSOL) que foi condenado por violência política de gênero.

A condenação foi confirmada pelo TRE-ES em dezembro de 2025 e depois pelo TSE. Uma das consequências é a inelegibilidade por oito anos.

A coluna tentou contato com a defesa de Gilvan da Federal, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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