Os eleitores evangélicos são frequentemente associados ao bolsonarismo, uma percepção reforçada por pesquisas de intenção de voto. A Quaest mostrou, em meados de agosto, que 43% dos religiosos de denominações evangélicas no país pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Não raro, integrantes da direita evangélica tentam enquadrar políticos ou apoiadores da esquerda como "falsos cristãos".
Nem sempre foi assim. O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, apoiou Lula em 2002 e 2006.
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Lá, defendeu que ser cristão "é ser contra a escala 6x1", projeto em debate no Senado que pretende reduzir a carga de trabalho no país.
Defender a família não é simplesmente vociferar pautas morais, mas é defender o direito do trabalhador de ter descanso, de ter tempo livre com a sua família
Danilo Bicalho Pastor evangélico
"É defender o fim da escala 6 por 1. É defender o acesso da juventude à educação de qualidade."
Bicalho é filiado ao PT há cinco anos. Não é candidato.
O PT, vez ou outra, tenta fazer um aceno ao eleitorado evangélico. Mas nem sempre dá certo.
A ideia era agradar, certamente, mas soou como tática eleitoreira e de promoção da imagem da primeira-dama.
Lula é católico e, entre os católicos, alcança percentual de intenção de voto superior 47% contra 27% de Flávio Bolsonaro, de acordo com a Quaest.
Os católicos ainda são maioria no país. De acordo com o Censo do IBGE de 2022, 26,9% da população se declara evangélica; 56,7%, católica.
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