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Letícia Gonçalves

Pesquisa Quaest: as boas e más notícias para Ricardo, Pazolini e Helder

Governador lidera a corrida, mas o ex-prefeito diminuiu a distância. Petista estagnou

Publicado em 27 de Agosto de 2026 às 19:19

Públicado em 

27 ago 2026 às 19:19
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Ricardo Ferraço, Lorenzo Pazolini e Helder Salomão
Ricardo Ferraço, Lorenzo Pazolini e Helder Salomão Arte l A Gazeta
O governador Ricardo Ferraço (MDB), que disputa a reeleição, lidera a corrida pelo Palácio Anchieta. E para além da margem de erro.

Por si só, isso já é uma boa notícia para o emedebista. Ele alcançou 35% das intenções de voto na pesquisa Quaest publicada por A Gazeta nesta quinta-feira (27).  

O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), principal adversário de Ricardo, porém, não está muito longe do principal adversário, ao aparecer em segundo lugar, com 28%.

O que se desenha é uma campanha acirrada, com Helder Salomão (PT) correndo por fora, com 10%, e outros dois candidatos pouco expressivos. Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP), com 2% e 1% respectivamente.

A rigor, não podemos fazer uma comparação entre este levantamento e o que foi realizado também pela Quaest e publicado em 16 de julho. É que, na época, os possíveis candidatos testados eram outros.

Não havia nenhum cenário que incluísse Barcelos e Demuner.

Considerando que os dois atingiram tímidos pontos percentuais agora, entretanto, peço licença aos leitores para fazer uma licença poética/estatística e comparar os resultados de Ricardo, Pazolini e Helder na pesquisa de julho com a atual.

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Refiro-me ao cenário 4 publicado na vez anterior, que contava apenas com esses três.

Assim, em julho, Ricardo tinha 37% e Pazolini, 25%. O ex-prefeito estava 12 pontos atrás do governador.

Essa distância caiu para sete pontos (35% contra 28%).

Eis a boa notícia para Pazolini.

Isso guardadas as devidas proporções. Afinal, ele está atrás na corrida.

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Helder, por sua vez, estagnou.

Tinha 11% em julho e tem 10%. 

Ficar parado, neste caso, é uma notícia negativa. O petista não largou na dianteira nem entre os favoritos.

Precisaria crescer para mostrar que tem viabilidade ou chances reais de ir para o segundo turno. Até agora, não é o caso.

SEGUNDO TURNO

O mais provável, de acordo com os dados da Quaest, é que a eleição seja decidida em dois turnos e que a segunda etapa do pleito seja disputada entre Ricardo e Pazolini.

Hoje, Ricardo venceria o ex-prefeito no segundo turno por 45% a 35%.

Mais uma boa notícia para o emedebista.

APOIO DO PL NÃO AUMENTOU REJEIÇÃO DE PAZOLINI

Mas há mais um ponto positivo para Pazolini ou ao menos a ausência de um ponto negativo.

Quando o ex-prefeito declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República e, principalmente, quando se aliou formalmente ao PL do senador Magno Malta, muito especulou-se sobre a possibilidade de isso aumentar a rejeição ao republicano.

A pesquisa de julho foi às ruas poucos dias antes de Pazolini fazer a declaração pró-Flávio.

O levantamento atual é o primeiro a captar o impacto desse apoio e da coligação com o PL.

E a rejeição a Pazolini não aumentou significativamente.


PARA ALÉM DOS NÚMEROS

Pesquisa é uma foto do momento, não uma previsão do futuro. De forma que nada garante que no dia 4 de outubro o resultado das urnas vai ser igual ao que a Quaest mostra nesta quinta.

A campanha é curta. Faltam 38 dias para a hora da verdade.

O movimento de redução da desvantagem de Pazolini para Ricardo é relevante para o ex-prefeito. Mas não vai ser suficiente se não for ampliado.

O governador está no poder, tem a máquina na mão e o apoio da maioria dos prefeitos e lideranças políticas do interior e da Grande Vitória.

Pazolini tem o recall e a vitrine da Prefeitura de Vitória.

Ricardo prefere não entrar em "brigalhada ideológica". O ex-prefeito abraçou o bolsonarismo.

Em breve, saberemos quem adotou a melhor estratégia.


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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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