O governador Ricardo Ferraço (MDB) já disse e repetiu que
uma eventual aliança com o PSD do ex-governador Paulo Hartung somente vai ser selada se houver consenso entre os aliados que subiram antes no palanque dele.
Até de forma surpreendente, não há muita resistência à ideia no ninho casagrandista/ricardista.
Um dos x da questão é como encaixar a figura de Hartung nessa equação. Ainda que ele não seja candidato a nada.
Um aliado do governador afirmou à coluna que um problema já foi detectado entre os apoiadores de Ricardo que integram as forças de segurança pública. Desde a greve da Polícia Militar, em 2017, o nome de Hartung não soa bem aos ouvidos da maioria dos policiais.
O PSD ser chamado de "o partido do Hartung" não ajuda. O ex-governador, de fato, é o membro mais proeminente nos quadros da sigla, que conta também com o deputado estadual Sérgio Meneguelli e com o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, presidente estadual da legenda.
É Renzo quem faz a interlocução, diretamente com Ricardo.
O partido, em si, não é rejeitado.
"Estamos de portas abertas para discutir com eles a presença na nossa coligação", afirmou o deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB).