Aliado do senador Magno Malta (PL), ao lado de quem percorreu algumas regiões do Estado na
campanha eleitoral do ano passado, Monteiro, de 39 anos, que é de Venda Nova do Imigrante, obteve 10.004 votos, resultado que lhe conferiu a primeira suplência da legenda, que elegeu cinco deputados - Polese teve 29.490 votos.
Ele também foi candidato a prefeito de Venda Nova pelo PL, em 2020, quando ficou em quarto lugar com 2.108 votos (16,37%). Na disputa por uma vaga na Assembleia, dois anos depois, foi escolhido por 2.772 eleitores, o segundo mais bem votado na cidade da
Região Serrana para o cargo, só abaixo de Pimenta (PP).
Na campanha de 2022, Rafael Monteiro exibia seu apoio à reeleição de
Jair Bolsonaro (PL) e atacava o “fantasma” do comunismo, bem ao estilo da verborragia dos aliados do então presidente da República, incluindo o próprio Polese e Malta.
Em uma caminhada em 7 de Setembro do ano passado em
Cachoeiro de Itapemirim, ao lado de Magno Malta, o candidato a deputado declarou: “O Brasil iniciou em 2018 uma construção de um muro de proteção contra o comunismo, mas esse muro precisa estar alinhado, no prumo e com bases fortes”.
Agora resta saber o que acontecerá com o titular do mandato. Nenhum processo disciplinar contra Polese ainda foi instaurado na Assembleia Legislativa, para apurar supostas infrações ao decoro parlamentar.
Ainda não se sabe com certeza, por exemplo, por que ele se recusou a se submeter ao teste de bafômetro, quando foi parado pela PM - o deputado, por sua vez, alega ter recebido orientação jurídica para não soprar o etilômetro.
Seja qual for o desfecho, do ponto de vista político não haveria grande ruptura se, eventualmente, Rafael Monteiro assumisse a vaga de Lucas Polese. O que poderia mudar, isso sim, é que o candidato de Venda Nova talvez abrisse mão de se dedicar a “agendas diplomáticas" nas madrugadas da
Grande Vitória. E com carro oficial.