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Em Vitória

Outro deputado do ES é parado em blitz ao dirigir carro oficial. E o bafômetro?

Mazinho dos Anjos (PSDB) foi abordado na Avenida Dante Michelini por volta de 22h30 de quarta-feira (10)

Publicado em 11 de Maio de 2023 às 14:29

Públicado em 

11 mai 2023 às 14:29
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Assembleia do ES aluga 31 carros por R$ 3,9 milhões para deputados, em Vitória
Um dos carros Toyota Corolla alugados pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo para uso dos deputados estaduais em deslocamentos que envolvam agendas de trabalho Crédito: Ricardo Medeiros
É o colegiado que vai avaliar a abertura de um processo disciplinar para apurar a conduta de Lucas Polese (PL), que, ao volante de um carro oficial da Casa, recusou-se, no último sábado (6), a fazer o teste do bafômetro. De acordo com o auto de infração, ele "apresentava odor etílico".
Curiosamente, Mazinho dos Anjos também foi parado em uma blitz, na noite de quarta-feira (10), em Vitória. O tucano dirigia o veículo disponibilizado ao gabinete. 
Na Avenida Dante Michelini, por volta das 22h30, o parlamentar foi instado a se submeter ao bafômetro. Fez e passou no teste. 
Tudo certo, seguiu para casa.
A coluna questionou o deputado a respeito do uso do carro oficial, uma vez que o veículo, de acordo com o Ato 2008/2014, da Mesa Diretora da Assembleia, deve ser empregado apenas em "atividades de interesse público e vinculadas ao exercício do mandato".
Mazinho respondeu que, naquela noite, havia saído do Iate Clube do Espírito Santo, na Praia do Canto, onde recebeu uma homenagem, como deputado.
O comodoro do Iate Clube, Fabiano Alves Pereira, o chamou para um "jantar de agraciamento", marcado para 19h30, de acordo com o convite.
Depois, o tucano foi para casa. O veículo alugado pela Assembleia pode ser usado, pelos deputados, no deslocamento casa-trabalho e vice-versa.
O deputado estadual Mazinho dos Anjos recebe homenagem no Iate Clube do Espírito Santo
O deputado estadual Mazinho dos Anjos recebe homenagem no Iate Clube do Espírito Santo Crédito: Divulgação
Lucas Polese, por sua vez, afirmou, em nota enviada à imprensa, que dirigia o Corolla em meio a uma missão oficial na madrugada de sábado (6) e que, depois da blitz, seguiu para o Hotel Sheraton, ainda em Vitória, para concluir a agenda de trabalho.
Procurado diversas vezes pela coluna e por outros profissionais da Rede Gazeta para informar qual era a agenda e outros pontos sobre a ocorrência, não respondeu. 
Na sexta-feira (5) à noite, como a coluna mostrou, Polese jantou com o embaixador do Azerbaijão, Rashad Novruz, em um restaurante na Praia do Canto, relativamente próximo ao local da blitz. Era algo referente ao mandato e o encontro foi registrado nas redes sociais.
Falou explicitar, porém, o compromisso seguinte à abordagem policial. A embaixada do Azerbaijão foi procurada, mas também não respondeu.
O deputado do PL alegou, em nota e em áudio enviado a um grupo de WhatsApp, que se recusou a fazer o teste do bafômetro por orientação do departamento jurídico e disse temer "retaliações, tramas e perseguições", uma vez que é um crítico da "alta cúpula da Segurança Pública".
Mas elogiou o trabalho dos PMs que atuaram na blitz, atestou que eles cumpriram a lei. Não explicou, contudo, o motivo de o auto de infração lavrado por um policial militar registrar que ele "apresentava odor etílico".
Também não revelou quem é a pessoa que assumiu a direção após a abordagem. Se não passasse o volante para alguém que comprovadamente não tivesse ingerido bebida alcoólica, o veículo alugado pela Assembleia ficaria retido.
O auto de infração registra que o carro foi liberado para Carlos Filipe da Silva Lyrio, que, de acordo com o Portal da Transparência, não é servidor do Legislativo estadual.
A coluna segue à disposição para ouvir o deputado do PL.
CORREGEDORIA
A Juventude Socialista Brasileira do Estado do Espírito Santo, braço do PSB, partido do governador Renato Casagrande, protocolou, às 12h57 da última terça-feira (9), na Assembleia, pedido para a "instauração imediata de sindicância administrativa" na Corregedoria da Casa para apurar a conduta de Lucas Polese.
A Corregedoria, que deveria ter sido eleita em fevereiro, nem estava constituída, o que ocorreu na sessão plenária que começou às 15h daquele mesmo dia.
De acordo com o Código de Ética e Decoro Parlamentar, a representação pode ser feita por qualquer cidadão ou pessoa jurídica e deve ser oferecida à Mesa Diretora da Assembleia, que encaminha o documento à Corregedoria no prazo de dois dias úteis.
A ONG Transparência Capixaba também divulgou que vai protocolar uma representação contra Polese, mas ainda não o fez.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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