O deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG),
que vai se casar com uma capixaba neste mês, foi indicado pelo deputado estadual Lucas Polese (PL) para receber o título de Cidadão Espírito-Santense na Assembleia Legislativa.
No projeto de decreto legislativo, Polese apresenta uma série de motivos pelos quais, a seu juízo, o colega mineiro faz por merecer a honraria, mas um deles chama atenção: “Outro fato que estreita a relação de Nikolas Ferreira com nosso Estado é o fato (sic) de estar noivo da capixaba Lívia Orletti, moradora da cidade de
Pinheiros, no norte do Estado”.
Além do local de nascimento da noiva de Ferreira, Polese elenca motivos políticos que também justificariam a concessão do título de cidadania ao parlamentar mineiro que costuma se envolver em confusões na
Câmara dos Deputados.
“Cristão, conservador e defensor da família, como se descreve, coordena o movimento Direita Minas, e é uma referência da direita no cenário da política brasileira atual, principalmente para os jovens, tendo criado na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar pela Juventude. Como Deputado Federal, tem atuado na defesa da democracia, dos princípios da Direita e da juventude em todo o Brasil, inclusive no Espírito Santo”, enumera o deputado estadual capixaba.
O argumento religioso também foi invocado na justificativa do decreto legislativo. “Nos últimos anos o deputado tem participado ativamente de diversos movimentos ocorridos em nosso Estado, tais como manifestações, passeatas, palestras e cultos. Em novembro de 2021, por exemplo, ministrou palestra na
Igreja Assembleia de Deus Fonte de Vida de Vitória, com o tema ‘O Cristão e a Política’.
Diante desses fatos, Polese considera motivo suficiente a concessão do título de Cidadão do ES a Nikolas Ferreira: “Desse modo, diante do importante papel que Nikolas Ferreira possui na sociedade brasileira e da estreita relação com nosso estado, requer que seja concedido à (sic) ele o título de cidadão Espírito-santense”.
Agora, depois da honraria, só falta Nikolas Ferreira comer moqueca todas as semanas, falar “pocar” e ter dificuldades de se situar em Jardim da Penha. Como um legítimo capixaba.