A etiqueta ficou de lado, o calor insuportável foi ignorado, as filas imensas foram vencidas com bastante valentia. O que o consumidor não faz para encarar todas essas condições adversas e aproveitar as promoções de inauguração de um supermercado? Foi assim nesta quarta-feira (12) em
Cachoeiro de Itapemirim. Aos fatos.
A maratona já começava do lado de fora com o estacionamento lotado e as filas que se formavam na entrada da filial do Supermercado Jucy, que abriu sua primeira unidade na Capital Secreta - o grupo tem lojas também em
Marataízes e
Piúma.
Vencido o primeiro obstáculo, era hora de encarar outra multidão ávida por preços baixos em prateleiras e gôndolas. Tinha amaciante a R$ 4,99, a aristocrática fruta pitaya a 99 centavos/100g, manteiga a R$ 7,99, macarrão a R$ 3,99 - uma festa.
Mas para alcançar o nirvana dos preços baixos a multidão teve que suar - literalmente. A temperatura no interior do supermercado era ainda mais alta que a da tórrida Cachoeiro. E em se tratando da terra do
Rei, não é pouca coisa.
“Parecia estouro de boiada”, compara uma dona de casa, que não quis ser identificada, que ficou na loja das 9h às 11h. “As filas eram imensas nos caixas, teve gente que aproveitou para fazer compras imensas”, entregou a consumidora.
A batata-inglesa, um dos maiores alvos dos compradores, acabou logo. Uma outra remessa teve que chegar de caminhão para repor o estoque do tubérculo que foi vendido a 99 centavos.
Mas, o melhor da história: apesar de todo esse tumulto, não houve registro de brigas, bate-bocas e quebra de itens do supermercado, algo muito comum, por exemplo, em inaugurações no
Rio de Janeiro.
O máximo de dano que houve foram roupas amassadas, cabelos desalinhados e suor escorrendo pelo corpo. Mas quem se importa com isso? O consumidor quer mesmo é economizar e comer bem. Por falar nisso: e a picanha?