Sai o político, entra o empresário.
Carlos Manato, o candidato bolsonarista ao governo do Estado no ano passado, deixou a política de lado, pelo menos até setembro, para se dedicar a um negócio milionário em Pedra Azul - a construção de um megaempreendimento turístico de R$ 14 milhões que inclui um cerimonial, uma pousada e um restaurante.
Segundo o ex-candidato ao Palácio Anchieta pelo PL, as obras do complexo estão gerando 30 empregos diretos da própria região de
Pedra Azul. Quando estiver em operação, o empreendimento deve criar o mesmo número de postos de trabalho de forma direta e outros 60 empregos, indiretamente, segundo ele calcula.
O agora empresário diz que não será candidato a nada em 2024, descarta a possibilidade de disputar a
Prefeitura da Serra, mas deixa a porta aberta para o futuro. “Em 2026 estou aberto a conversas, estou à disposição. Mas ainda está muito longe, prefiro esperar as coisas acontecerem.”
Nos próximos meses, Manato estará vestido exclusivamente com o uniforme de empresário. “Até setembro não quero saber de política, não comento gestão de ninguém. Depois, nas eleições municipais de 2024, se algum aliado achar que posso dar uma contribuição à campanha dele, se acham que posso agregar algum valor, estou à disposição”, avisa.
Sobre o PL, partido presidido no Estado pelo
senador Magno Malta, Manato afirma que continua no partido, embora, segundo ele, de uma forma muito discreta. “Continuo no PL, mas não me chamam para nada. Permaneço sentado no banquinho lá atrás, quietinho”, conforma-se.
O Complexo Itamaraty, como está sendo chamado, deve ser inaugurado até junho, em etapas, bem próximo à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, numa área de 10,3 mil metros quadrados no Centro de Pedra Azul. A pousada terá 21 apartamentos com lareira, piso térmico e área multiúso para pequenos eventos.
O restaurante, por sua vez, terá uma delicatessen equipada com uma adega capaz de comportar 600 rótulos de vinho e espaço suficiente para eventos, como um casamento.
E a casa de eventos propriamente dita (Manato diz que foi orientado a não usar o termo “cerimonial” por causa do antigo Cerimonial Itamaraty) terá um salão que pode comportar 600 pessoas sentadas, 1 mil em pé ou 350 a 400 pessoas sentadas à mesa.
Todo o complexo deve estar funcionando plenamente em agosto. “Estou apostando tudo lá. Se der errado, quebro minha família”, brinca Manato, que conversou com a coluna a caminho de Pedra Azul, onde chega a ficar nove dias seguidos acompanhando as obras.