A linha de ônibus que liga o distrito de Santa Isabel ao Centro de Domingos Martins (Campinho) está mantida. Pelo menos por enquanto. É que a prefeitura anunciou nesta quinta-feira (24) que a empresa Cordial Transporte comunicou que vai manter a operação, mas de forma temporária.
Nesta quarta-feira (23), a prefeitura martinense havia anunciado que a Cordial comunicou que iria suspender a operação de ônibus entre as duas localidades a partir desta segunda-feira (28). Nesta quinta, entretanto, houve o recurso da companhia de transporte, embora o serviço tenha sido mantido temporariamente.
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Ou seja, os moradores das duas localidades continuam na incerteza e não sabem até quando poderão contar com o transporte coletivo para o seu deslocamento diário.
A linha que (ainda) não foi paralisada tem quatro horários diários, sendo dois em cada sentido: 7h20 (Domingos Martins x Santa Isabel); 7h30 (Santa Isabel x Domingos Martins); 16h10 (Domingos Martins x Santa Isabel); 16h30 (Santa Isabel x Domingos Martins).
Segundo apurou a coluna, na atual gestão foram interrompidas as linhas que ligam a sede de Domingos Martins a Soído de Cima e a Biriricas; e na gestão anterior, o ônibus deixou de operar nas localidades de Vila Verde e Vale da Estação. E a de Santa Isabel, segundo admite a própria prefeitura, a operação é temporária.
Com sede em Aracruz, a Cordial Transporte vem alegando falta de motoristas para manter o serviço regular. Nas redes sociais, a Cordial tem publicado anúncios de contratação desse e de outros profissionais rodoviários.
A Prefeitura de Domingos Martins, por sua vez, em reunião com moradores de Biriricas na noite de terça (22), afirmou que algumas linhas de ônibus no interior do município têm “demanda extremamente reduzida e sazonal de passageiros”.
Em tempo: desde 2015 o transporte passou a ser um direito social consagrado no artigo 6º da Constituição Federal: "São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição".
E fica a pergunta: em Domingos Martins, a Constituição está valendo?
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