A previsão de ambas as companhias, no entanto, é de que o processo de fusão seja finalizado em janeiro de 2023, já que ainda há condições suspensivas sendo concluídas. Até lá, as duas empresas permanecerão atuando de forma independente.
A união das duas gigantes do setor formará o maior grupo de shoppings do Brasil, com cerca de R$ 12 bilhões em valor de mercado e operação de 69 unidades. São 13 mil lojas com aproximadamente 60 milhões de visitantes ao mês.
Para evitar que houvesse restrições impostas pelo Cade, segundo O Globo, a Aliansce Sonae se antecipou e se desfez de ativos que julgava serem “problemáticos” para a operação.
O Boulevard Shopping de Vila Velha foi um desses ativos desfeitos pela administradora, que também vendeu suas participações no Boulevard Londrina Shopping (PR) e no Uberlândia Shopping (MG).
Portanto, apesar da aprovação da fusão, aprovada pela autarquia do Ministério da Justiça na última sexta-feira (18), os dois shoppings de Vila Velha não serão controlados pela mesma administradora no ano que vem. O Boulevard foi vendido para uma empresa independente. O Shopping Vila Velha, por sua vez, será administrado pela Aliansce Sonae, até então seu concorrente.
A fusão já havia sido aprovada pelos acionistas das duas administradoras de shoppings em junho. "Movimentos de união como este trazem ganhos para todos - clientes, parceiros, acionistas e consumidores", afirma uma nota assinada por Rafael Sales, CEO da Aliansce Sonae, e Ruy Kameyama, CEO da brMalls, e divulgada após as assembleias.
A Aliansce precisou abrir o caixa para garantir a fusão, informa o portal Seu Dinheiro. A proposta aceita pela brMalls prevê que os acionistas receberão R$ 1,25 bilhão em dinheiro e 326.339.911 ações da Aliansce pelo negócio — o equivalente a uma relação de troca de um papel BRML3 para 0,3940 ALSO3.