Aconteceu outra vez, agora na parte alta do Romão, em
Vitória: bandidos picharam um muro da Rua Ormando Aguiar, a principal do bairro, com ameaça e intimidação a pedestres e motoristas, como se fosse um Estado paralelo. Infelizmente, não é uma exceção na Capital.
No Romão, o método é semelhante. Os bandidos ordenam que os motociclistas tirem o capacete, abaixem o vidro e ainda falam em bala. A propósito, a Rua Ormando Aguiar fica a quatro quilômetros de distância da Av. Jurema Barroso, na Ilha do Príncipe, cujo muro foi pichado em março. As duas vias estão nas extremidades do Centro da Capital.
Em janeiro o Romão foi palco de dois crimes bárbaros. Um menor de apenas 8 anos de idade foi assassinado. No atestado de óbito consta como causa da morte “politraumatismo, ação contundente, homicídio”. E um adolescente de 13 anos também foi morto por vingança, segundo a polícia.
Tanto o Romão como a Ilha do Príncipe estão sob a jurisdição do 1º Batalhão da
Polícia Militar, que reúne bairros da parte insular, ou seja, da ilha de Vitória. Na região, a mais tradicional da Capital, tem sido registrado aumento nos conflitos armados de criminosos contra militares.
Segundo a Polícia Militar, em 2018, foram 33 tentativas de homicídio por resistência à ação da polícia. Já em 2019, 53. No ano seguinte, 104. E, até o presente momento, 50.