Sair
Assine
Entrar

Disputa na Justiça

STJ marca nova data para decidir quem fica com 125 linhas da Itapemirim

Julgamento envolve disputa entre Suzantur e Grupo Águia Branca pela operação das rotas interestaduais

Publicado em 16 de Maio de 2026 às 11:15

Tiago Alencar

Publicado em 

16 mai 2026 às 11:15
Viação Itapemirim Bernardo Coutinho | GZ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 9 de junho um novo julgamento sobre o destino das linhas da antiga Viação Itapemirim, atualmente operadas pela empresa paulista Suzantur e disputadas pelo Grupo Águia Branca. A análise será feita pela Primeira Turma da Corte, em Brasília.


A nova data foi confirmada em consulta feita pela reportagem de A Gazeta neste sábado (16) ao andamento do processo no STJ. Esta será a terceira vez que o caso entra na pauta do tribunal.


O julgamento chegou a entrar na pauta em abril, mas foi suspenso no dia 7 daquele mês após pedido de vista do ministro Gurgel de Faria, que solicitou mais tempo para analisar o processo. Posteriormente, o caso voltou à pauta, mas acabou novamente adiado antes da conclusão.


Antes da suspensão, o relator do processo, ministro Sérgio Kukina, já havia votado para negar o recurso apresentado na ação. O relator é o ministro responsável por conduzir o processo dentro do tribunal e apresentar o primeiro voto que orienta a discussão entre os demais integrantes da turma. 


Também devem votar os ministros Regina Helena Costa, Paulo Sérgio Domingues e Benedito Gonçalves.

Entenda o impasse

A disputa envolve 125 linhas interestaduais da antiga Itapemirim. Mesmo após a falência da empresa, decretada em 2022, as operações continuam funcionando por meio de um contrato de arrendamento firmado com a Suzantur em 2023.


Na prática, a empresa paulista assumiu temporariamente as rotas enquanto a massa falida tenta quitar dívidas com credores. Parte do dinheiro arrecadado com a venda de passagens é destinada ao pagamento dessas obrigações.


A expectativa inicial era realizar um leilão definitivo dos ativos da companhia, mas recursos apresentados na Justiça acabaram atrasando o processo. Sem a conclusão do leilão, o arrendamento foi prorrogado e segue em vigor.

Hoje, a Suzantur paga cerca de R$ 200 mil por mês à massa falida para continuar operando as linhas.


O caso passou a chamar atenção do setor de transporte rodoviário por envolver uma marca tradicional e rotas consideradas estratégicas no mercado interestadual. Nesse cenário, o Grupo Águia Branca apresentou uma proposta para assumir as operações no lugar da Suzantur.


Segundo informações do processo, o grupo capixaba ofereceu até R$ 36 milhões por ano (cerca de R$ 3 milhões mensais) para explorar as linhas, valor muito superior ao pago atualmente. A proposta agradou aos credores da massa falida porque aumentaria os recursos destinados ao pagamento das dívidas da empresa.


A Suzantur, por outro lado, argumenta que realizou investimentos para manter a operação da antiga Itapemirim, incluindo a renovação da frota com ônibus novos. A empresa recorreu da tentativa de troca no comando das linhas, levando a disputa ao STJ.

Veja Também 

Imagem de destaque

Justiça autoriza grupo de SP a operar Viação Itapemirim por mais 180 dias

Imagem de destaque

Grupo do ES dá lance de R$ 36 milhões para arrendar Viação Itapemirim

Imagem de destaque

Viação Itapemirim tem novo administrador judicial

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Operador de máquina morre após acidente de trabalho em Presidente Kennedy
Operador de máquina morre após cair em ribanceira em Presidente Kennedy
Imagem de destaque
Após visita à China, Trump alerta Taiwan contra independência
Imagem BBC Brasil
Cientistas alertam para calor na Copa do Mundo e dizem que Fifa coloca jogadores em risco

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados