Se quisesse, o candidato a vice-governador na chapa de
Guerino Zanon poderia concorrer também no México. E estaria tudo dentro da lei. Como? Isso mesmo, o
empresário Marcus Magalhães nasceu em terras mexicanas, no dia 11 de novembro de 1966. A coluna conta como isso aconteceu.
O corretor de café nasceu na cidade de Morelia no Estado de Michoacan, mas foi registrado na embaixada do Brasil na Cidade do México. Na capital, seu pai, Osman Francischetto de Magalhães, na época trabalhava na FAO, a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
O irmão de Marcus, Osman, também é mexicano. A irmã deles nasceu em
Minas Gerais, mas nem por isso deixou de ter um vínculo com o país dos seus irmãos: ela recebeu o nome de Guadalupe, em homenagem à padroeira do México.
Cidadão mexicano, cidadão brasileiro, cidadão capixaba. Há seis anos, Magalhães se tornou Cidadão Espírito-Santense ao receber o título conferido pela deputada estadual Janete de Sá (PSB).
Além do nascimento, o vínculo de Marcus Magalhães com o México é eterno por outro motivo. “Meu nome é em função de um vinho que papai tomava que se chamava Dom Marcus”, explica o candidato a vice, que aprecia também a tequila, a bebida mexicana por excelência que gosta de tomar em ocasiões especiais. “Também gosto de pimenta, como bom mexicano”, reforça.
Magalhães diz que não se lembra praticamente de nada dos três primeiros anos de vida no México, mas ele voltou àquele país quando fez 18 anos, levado pelo seu pai, numa viagem sentimental. “Morávamos numa cidade do interior onde papai ministrava cursos para extensionistas de toda a América Central e Caribe. Numa entidade chamada Crefal, até hoje ligada à FAO.”
E agora, invocando as bênçãos da Virgem de Guadalupe, tem a missão de se eleger vice-governador, o maior desafio da sua vida. É bom que não esqueça também de pedir a intercessão de
Nossa Senhora da Penha e Nossa Senhora Aparecida. Que assim seja.