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Leonel Ximenes

Bispos pedem ao governo que restrinja circulação e que não se dobre ao poder econômico

Líderes católicos no ES divulgam carta em que lamentam mortes pela Covid, criticam flexibilização do isolamento social e pedem proteção aos mais vulneráveis

Publicado em 12 de Junho de 2020 às 13:10

Públicado em 

12 jun 2020 às 13:10
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O administrador da Diocese de Cachoeiro e o bispo de São Mateus, o arcebispo de Vitória e o bispo de Colatina na missa da Catedral Metropolitana de Vitória
O administrador da Diocese de Cachoeiro, o bispo de São Mateus, o arcebispo de Vitória e o bispo de Colatina na missa na Catedral Metropolitana de Vitória Crédito: Arquidiocese de Vitória
Em carta lida durante a cerimônia dos Santos Óleos na Catedral Metropolitana de Vitória, nesta quinta-feira (11), os líderes católicos do Estado lamentaram a marca de mil pessoas mortas pelo novo coronavírus no ES e cobraram atitudes do poder público e da população no combate à doença.
Intitulado “Por quem dobram os sinos?”, o documento, assinado por d. Dario Campos, arcebispo de Vitóriad. Wladimir Lopes, bispo de Colatinad. Paulo Bosi Dal’Bó; bispo de São Mateus; e padre Walter Altoé, administrador diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, pede para que sejam tocados os sinos de todas as igrejas católicas no próximo domingo, ao meio-dia, como forma de lembrança e homenagem às vítimas mortas pela pandemia.
Mas a principal mensagem da carta é uma chamada à responsabilidade da sociedade e dos governos. “O momento que estamos atravessando exige mudança no pensar, no falar e no agir, fazendo do isolamento social, mais do que um dever, tornando-o um gesto de compaixão. É preciso que cada um tenha consciência e mantenha-se em casa para evitar o contágio e, por ele, o sofrimento de outras famílias”, alertam os prelados católicos.
Em seguida, os bispos pedem aos governantes que adotem ações para restringir a circulação de pessoas e que não cedam ao poder econômico neste momento de aumento de casos de infecção pela Covid-19.
“Pede-se do poder público, em todos os níveis, atitudes sérias de governo, a fim de restringir a circulação das pessoas, sem tergiversar, pois, neste momento, não podemos nos envergar diante das pressões de grupos econômicos. Todos devemos nos comprometer, pois, ninguém, e nem nenhuma instituição, pode se omitir ou transferir suas responsabilidades diante desse trágico quadro”, afirma um trecho da carta.
Os quatro bispos, que formam a Província Eclesiástica do ES, reivindicam também dos governos a adoção de mecanismos para proteger os mais pobres e criticam a flexibilização das medidas de isolamento social.
“Poderíamos ter evitado muitas das mortes se as restrições adotadas tivessem sido ampliadas e não afrouxadas. De maneira especial, buscando locais adequados para o isolamento dos mais vulneráveis, leitos próprios para atender os infectados que precisam de cuidados intensivos e a garantia do acesso à renda mínima para dar dignidade às famílias.”
"É um momento único em nossa jornada, não há muito que possa ser dito, além da oração recolhida em cada coração que sobe até ao Coração de Deus. Talvez nossa reverência silenciosa, unida às nossas orações, diante de tantas vidas tombadas seja mais eloquente do que palavreados vazios"
Trecho da carta "Por quem dobram os sinos?" - Bispos católicos do Espírito Santo
A propósito, os líderes católicos no ES destacam que as decisões políticas relacionadas à pandemia devem ser tomadas com base em estudos científicos, e alertam: se esses parâmetros técnicos não forem observados, o número de mortes pela Covid-19 vai aumentar.
“As decisões políticas devem ser tomadas, estritamente, com base no conhecimento técnico e científico, caso contrário, outras milhares de vidas serão sacrificadas e muitas famílias sofrerão a perda de seus entes queridos. Ainda há tempo para que nossas ações sejam eficazes e salvem muitas vidas, a fim de que possamos sair fortalecidos como sociedade diante deste desafio global.”

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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