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Música & poesia

Exposição destaca artista capixaba e apresenta gerações da arte contemporânea no país

A exposição “Dionísio Del Santo: o construtivo ontem e hoje”, da galera Matias Brotas Arte Contemporânea, em Vitória (ES), reune obras de diferentes artistas para promover diálogo entre gesto e estrutura

Publicado em 09 de Novembro de 2025 às 01:58

Públicado em 

09 nov 2025 às 01:58
Isabela Castello

Colunista

Isabela Castello

Obra de Dionísio Del Santo presente na exposição
A exposição "Dionísio Del Santo: o construtivo ontem e hoje” permanece aberta ao público até 12 de fevereiro de 2026, na Matias Brotas Arte Contemporânea, em Vitória (ES). Crédito: Divulgação
No último dia 6 de novembro, a Galeria Matias Brotas inaugurou o Circuito do Centenário de Dionísio Del Santo, uma programação integrada em parceria com o Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) e as galerias Almeida & Dale, Maneco Muller e Silvia Cintra. A abertura marcou também os 20 anos de atuação da Matias Brotas Arte Contemporânea.
A exposição “Dionísio Del Santo: o construtivo ontem e hoje”, com curadoria de Felipe Scovino, apresenta um recorte que atravessa gerações da arte contemporânea brasileira. Reúne obras de artistas como Amália Giacomini, Antônio Bokel, Ascânio MMM, Eduardo Sued, Gonçalo Ivo, Iole de Freitas, Raul Mourão e Rosana Paste, criando pontes diretas com o pensamento visual de Dionísio.
As obras dialogam entre gesto e estrutura, ritmo e silêncio, cor e vazio — dimensões que marcam profundamente a poética do artista capixaba. Como destaca Scovino, em Dionísio “o vazio não é ausência, mas espaço ativo de movimento e transformação”.
Nascido em Colatina (ES), em 1925, Dionísio Del Santo foi pintor, desenhista e gravador, reconhecido nacionalmente por sua contribuição singular à arte brasileira.
Sua pesquisa em serigrafia, geometria, cor e movimento o colocou entre os grandes nomes da arte moderna, aproximando técnica e sensibilidade em obras de grande precisão e lirismo. Sua produção abriu caminho para novas percepções visuais no país, influenciando gerações de artistas que hoje reescrevem o construtivo a partir do presente.
Mais do que uma homenagem histórica, o circuito reafirma o Espírito Santo como território de criação e pensamento artístico, e reposiciona Dionísio Del Santo como um dos pilares da modernidade brasileira — não como um nome em retrospecto, mas como um artista cuja obra segue inspirando, provocando e abrindo possibilidades no presente.
A exposição permanece aberta ao público até 12 de fevereiro de 2026, na Matias Brotas Arte Contemporânea, em Vitória (ES).

Show das Matas: a música que reencanta o mundo

Conheci o DJ Mam após sua apresentação na Semana Criativa de Tiradentes. Foi ali que ele me falou sobre o Show das Matas, um projeto potente que nasce da interseção entre cultura, ancestralidade e experimentação sonora.

Seu trabalho orquestra uma ponte viva entre a música indígena e a sonoridade eletrônica contemporânea. Não se trata de fusão estética apenas — é manifesto, escuta, reverência. É colocar no centro as vozes que mantêm acesa a alma das matas e dos rios.

A potência desse movimento atravessa fronteiras. Após a participação na WOMEX, na Finlândia, o Show das Matas seguiu para apresentações na França, descolonizando a programação de alguns dos principais museus etnográficos do continente, num momento simbólico, às vésperas da COP-30, quando o mundo volta os olhos para o futuro do clima.

No palco, ele é acompanhado pelo flautista e saxofonista Rodrigo Sha e pelas vozes de artistas tupi e guarani, com quem reinterpreta canções ancestrais e clássicos da música popular brasileira inspirados em culturas indígenas. Logo se juntam a eles Djuena e Weena Tikuna, figuras emblemáticas do povo Tikuna, cujas canções combinam herança ancestral e engajamento político. O evento contou com as presenças de representantes de comunidades indígenas do Espírito Santo: Rodrigo Karai Mirim, da Aldeia Indígena Piraqueçu, em Caieiras Velha, Aracruz; e Jocelino Tupinikim, da Aldeia de Caieiras Velha. 

 O resultado é uma jornada musical pelo Brasil, da Amazônia à Mata Atlântica, entre territórios e línguas, onde memória e criação contemporânea se entrelaçam. As apresentações realizadas em Lyon e Paris, entre os dias 6 e 9 de novembro, marcaram o encerramento do Ano do Brasil na França — celebração dos 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países, com eventos que ocorreram de abril a dezembro em mais de 50 cidades francesas 

Estamos falando de arte que não se contenta em entreter. É arte que reorienta o olhar, desloca a narrativa e reocupa espaços que, historicamente, silenciaram ou exotizaram as culturas originárias. 

É arte que reencanta — e que insiste em lembrar que o futuro também é ancestral.

Isabela Castello

Isabela Castello, administradora e designer, é apaixonada pelo universo criativo e pela natureza. Escreve sobre criatividade e a economia criativa com ênfase nos conteúdos sobre arte e design autoral.

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