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Mercado imobiliário é responsável por 134 mil empregos formais em 2021

Segmento dá um show na sua contribuição social e ocupa hoje a 4° posição no ranking de geração de trabalho formal do Brasil

Vitória
Publicado em 09/06/2021 às 01h59
A grande oportunidade para aqueles que se juntarem à força de trabalho do mercado imobiliário está no entendimento de que a educação será o seu diferencial único para prosperar.
A grande oportunidade para aqueles que se juntarem à força de trabalho do mercado imobiliário está no entendimento de que a educação será o seu diferencial único para prosperar. Crédito: Engin Akyurt/Freepik

Muitos falam sobre os resultados expressivos do mercado imobiliário, mas poucos dão visibilidade para o impacto deste mercado no cenário social do país.

Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o mercado imobiliário registrou em abril 22.224 empregos formais. Compreenda que emprego formal no Brasil é toda ocupação trabalhista, manual ou intelectual, com benefícios e carteira profissional assinada.

Em 2021, o mercado imobiliário foi responsável por 134 mil empregos formais, demonstrando que o dinamismo vai muito além do crescimento das vendas de unidades residenciais novas que, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), cresceu 27,1% no primeiro trimestre de 2021, em relação ao ano anterior no país.

O mercado imobiliário ocupa hoje a 4º posição no ranking de geração de emprego formal do Brasil, contribuindo de forma significativa com o nível de ocupação, que está relacionado ao percentual de pessoas ocupadas dentre a população em idade de trabalhar, seguindo estável em 48,6%.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que a população em idade de trabalhar no Brasil aproxima-se de 85 milhões de pessoas. Temos hoje o maior contingente de desemprego desde 2012. O número de pessoas na fila por um emprego já ultrapassa 14 milhões.

Vale destacar que houve uma alta considerável no período de setembro à novembro de 2020, registrada em 2,9%, ou seja, mais de 400 mil pessoas desempregadas em razão do cenário de incerteza e também da especulação em relação ao auxílio emergencial, liberado pelo Governo Federal.

Já falamos aqui sobre o risco inflacionário, que é uma constante no Brasil. Falamos também que a alta dos preços dos imóveis residenciais é uma realidade. Outro fator importante para observar é a alta dos juros.

Pergunte agora a dez economistas sobre a tendência da taxa de juros no Brasil e a resposta unânime será de alta. Esse processo, aliás, começou em março, quando o Banco Central (BC) subiu a taxa básica de juros (Selic) de 2% para 2,75% ao ano.

Em maio, promoveu mais uma elevação da Selic, atualmente em 3,5%, e já anunciou que repetirá a dose em 16 de junho. Se não houver grandes surpresas, os juros básicos encerrarão o ano entre 5% e 6%.

Os objetivos da alta de juros são encarecer o crédito e reduzir o consumo, evitando que a inflação saia de controle. Atualmente, o índice oficial de preços (IPCA) está beirando os 7% ao ano, quase o dobro da meta de inflação.

É neste contexto que precisamos dar visibilidade a essa força de geração de emprego e contribuição social do mercado imobiliário. E, sobretudo, reconhecer que já passou da hora de todos assumirmos que temos um papel fundamental para tentar resolver os grandes desafios do nosso país.

A grande oportunidade para aqueles que se juntarem à força de trabalho do mercado imobiliário está no entendimento de que a educação será o seu diferencial único para prosperar e sentir orgulho de pertencer a este mercado, que mesmo diante de tantos desafios, segue dando show na sua contribuição social.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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