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Reflexos da pandemia

O que está acontecendo com o preço dos carros no Brasil?

Falta de insumos e matéria-prima para a produção dos veículos zero quilômetro tem impulsionado os preços de carros novos e também usados para cima

Publicado em 08 de Outubro de 2021 às 01:59

Públicado em 

08 out 2021 às 01:59
Gabriel de Oliveira

Colunista

Gabriel de Oliveira

Preço dos carros
Se não há entrega de carros novos, o consumidor migra para os usados, que também estão em falta, acarretando preços mais altos pela demanda maior. Crédito: Freepik
Carro é um bem de consumo que é sinônimo de desejo no Brasil. Para muitos, além de necessidade, torna-se objeto relacionado a status, inclusão social, etc. Mas por que os preços subiram tanto de um ano para cá?
De acordo com informações da tabela Fipe, principal fonte de pesquisa de preços de veículos automotores no Brasil, em outubro de 2020, por exemplo, um Peugeot 208 na versão Griffe automático do ano de 2018 tinha preço médio de mercado de R$ 51.409. Já em outubro deste ano, esse mesmo veículo, de acordo com a tabela Fipe, tem valor médio de R$ 64.197, ou seja, o impressionante aumento de praticamente 25% de um ano para o outro.
Lembrando que esse é um fenômeno que contradiz a lógica, visto que um bem de consumo como um carro tem como característica a desvalorização de um período para o outro, e não a valorização.
E o principal motivo para esse fenômeno é a pandemia. A crise sanitária está provocando a falta de insumos e matéria-prima para a produção dos veículos zero quilômetro. Muitas fábricas já pararam a produção por conta disso. Como consequência, a quantidade de veículos disponíveis para venda nas concessionárias diminui, gerando a falta de entrega desses carros.
Se não há entrega rápida do produto, o consumidor migra para outra opção de compra. Nesse caso, os carros usados. Porém, quem abastece o mercado de usados é exatamente a venda dos veículos zero quilômetro. Sendo assim, ocorre a diminuição de oferta de produtos no segmento de usados.
No entanto, neste contexto de pandemia, a procura de usados até aumentou e, se há demanda, mas com oferta menor, o preço, por sua vez, acaba subindo. Perceba que é uma cadeia onde tudo está ligado.
Além da pandemia, as montadoras alegam que o aumento também se dá por conta da alta do dólar. Elas informam que seguraram esse custo por muito tempo, mas agora a situação ficou insustentável ao ponto desse custo ser repassado para o consumidor.
Minha perspectiva é de que por um bom tempo essa será a nova realidade, ou seja, o novo normal, e dificilmente o preço dos carros vai diminuir a médio e curto prazo. Dessa forma, imagino que esses serão os preços praticados no mercado com a depreciação natural, partindo desse atual.
Ao mesmo tempo, o mercado está aquecido com lançamentos de novos modelos e as financeiras voltadas para o financiamento de veículos também estão proporcionando boas condições de compra.
A dica que dou é sempre buscar informação, nunca fechar nenhuma compra na emoção. Antes de bater o martelo, pesquise em sites de vendas a média de preço do modelo escolhido, somente a partir daí inicie a negociação.
Além disso, seja assertivo na escolha do modelo, considerando tudo que envolve um automóvel como procedência, histórico e custo de manutenção, seguro, impostos, etc. Dessa maneira, você aumenta as chances de fazer um bom negócio se mantendo satisfeito com sua escolha.

Gabriel de Oliveira

A coluna traz uma análise do mercado automotivo, com tendências do segmento, panorama, dicas e orientações. Tem como público-alvo o cliente que compra carro ou moto, quer trocar de veículo, quer tirar dúvidas sobre fazer a manutenção desses bens e também de leitores apaixonados pelo tema

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