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A coluna trará uma análise do mercado automotivo, com tendências do segmento, panorama, dicas e orientações. Tem como público-alvo o cliente que quer comprar ou trocar de veículo, quer tirar dúvidas sobre fazer a manutenção desses bens e também de leitores que são apaixonados pelo tema, gostam mesmo de ler sobre esse segmento e acompanham de perto cada novidade do mercado automotivo

Entenda a diferença entre os câmbios automáticos disponíveis no mercado

Em 2020, pela primeira vez na história do mercado automotivo brasileiro, a maioria dos veículos emplacados foi de câmbio automático

Vitória
Publicado em 01/10/2021 às 08h02
Uma situação importante antes de decidir ter um carro com câmbio automático é entender os tipos de câmbios que existem no mercado.
Uma situação importante antes de decidir ter um carro com câmbio automático é entender os tipos de câmbios que existem no mercado. Crédito: Freepik

Desde 2020 acontece um fenômeno no mercado nacional: os carros com câmbio manual são menos comercializados do que os automáticos.

Em 2020, pela primeira vez na história do mercado automotivo brasileiro, a maioria dos veículos emplacados foi de câmbio  automático, o que representa 53,6% dos veículos emplacados. Em 2021, no primeiro semestre, temos um total de 55,5%. Isso mostra que o consumidor brasileiro está cada vez mais exigente.

Além disso, a grande maioria das montadoras está investindo nessa tendência, visto que alguns dos últimos lançamentos do mercado sequer vieram com opção de câmbio manual como, por exemplo, a nova Fiat Toro 2022, que tem apenas o câmbio automático como opção, além do Toyota Corolla Cross, que também não vem com câmbio manual como opção de compra.

Uma situação importante antes de decidir ter um carro com câmbio automático é entender os tipos de câmbios que existem no mercado. Afinal de contas, são quatro os tipos de câmbio, além do câmbio convencional manual, que são eles:

AUTOMÁTICO

Consiste num conjunto de engrenagens planetárias em uma única peça que trabalha junto com o conversor de torque. O conversor acopla o motor à caixa de transmissão (funciona como a embreagem). As caixas automáticas a partir de seis marchas são ótimas opções considerando o consumo. Em ação, o automático costuma ser mais lento que as caixas automatizadas de dupla embreagem.

AUTOMATIZADO DE ÚNICA EMBREAGEM

Você com certeza já ouviu falar do câmbio dualogic da Fiat. Na Chevrolet, o nome era Easy Tronic. Na Volkswagen, o nome usado era o Imotion e, por fim, a Renault usava o nome Easy'R. Mas por que estou falando dos nomes usados nos câmbios dessas montadoras? Porque são os quatro exemplos de câmbios automatizados de única embreagem no mercado brasileiro.

Nesse tipo de câmbio, a embreagem não apenas está lá no sistema mecânico como dá sinais de sua permanência. O sistema eletrônico aciona a embreagem e, após analisar parâmetros de sensores de velocidade e rotação, faz trocas automaticamente graças a atuadores hidráulicos. Esse processo não é tão rápido, por isso alguns trancos são inevitáveis caso a aceleração seja mantida durante as trocas de marcha. Além disso, hábitos como segurar o carro no acelerador em subidas, como é comum fazer com um automático, podem superaquecer a embreagem travando assim o câmbio do carro. Então, tenha cuidado!

AUTOMATIZADO DE DUPLA EMBREAGEM

Como o nome deixa claro, são duas embreagens. Elas atuam no lugar do conversor de torque de um câmbio automático. Um disco de embreagem maior aciona todas as marchas pares e a marcha à ré, enquanto outro menor é responsável pelos ímpares. Em linhas gerais, enquanto uma marcha está engatada, a próxima já está pré-acionada. Assim, a troca acontece quase que de imediato. Embora a impressão ao dirigir seja mais parecida com o de um automático convencional, a caixa de dupla embreagem é bem mais rápida.

CVT

A sigla significa "Continuosly Variable Transmission” (Transmissão Continuamente Variável). A caixa de variação contínua busca constantemente a relação ideal para cada momento. Ou seja, não há marchas pré-definidas. Por não possuir marchas, o motorista não percebe mudanças. Ou seja, a transmissão sempre está na faixa de aproveitamento máximo do motor, de acordo com a pressão feita no pedal do acelerador. A principal característica valorizada pelos entusiastas desse câmbio é em relação ao conforto.

Por fim, o que posso orientar é o seguinte: identifique qual é o câmbio que equipa o veículo que você escolheu, e sempre mantenha as manutenções preventivas do veículo, inclusive do câmbio dele.

Uma coisa é certa, ao se acostumar com o conforto de um câmbio automático, dificilmente você irá querer novamente um carro com câmbio manual para o dia a dia.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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