A indústria do Espírito Santo cresceu 11,6%, em 2025. A maior expansão registrada no país. Os tradicionalíssimos petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro puxaram o avanço. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (10), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A chamada indústria extrativa cresceu 18,3% e compensou o desempenho fraco dos demais segmentos industriais do Estado. No Brasil, o indicador ficou positivo em apenas 0,6%.
O grande destaque ficou por conta do petróleo. De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP), os dados consolidados de 2025 mostram uma produção total, no Espírito Santo, de 70,45 milhões de barris, 24,3% acima dos 56,65 milhões de 2024. A Vale, após as reduções de produção como consequência da tragédia de Brumadinho, em janeiro de 2019, vem ampliando sua atividade no Sudeste (Minas Gerais e Espírito Santo).
Os dados são relevantes e bons, mas revelam nossa fragilidade. O PIB industrial capixaba depende muito de poucas atividades. Se elas, pelo motivo que for, pisam no freio, o Estado entra em crise econômica, como já visto, por exemplo, na segunda metade da década passada. Agora mesmo, no começo de 2026, estamos vivenciando uma parada técnica, por motivos de segurança, da plataforma Maria Quitéria, que fica no litoral Sul do Espírito Santo, o que já derrubou a produção de petróleo no pré-sal capixaba. A Vale, por sua vez, voltou a enfrentar problemas na segurança de suas minas, em Minas Gerais. A Justiça Federal já determinou a paralisação das atividades na Mina de Fábrica, entre Outro Preto e Congonhas.
Não é simples e nem rápida a solução, mas os capixabas precisam ter um olhar estratégico sobre esses temas.
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