O saldo em conta do Fundo Soberano do Estado do Espírito Santo bateu, no dia 3 de novembro, em R$ 2,971 bilhões. Nos próximos dias chegará aos R$ 3 bi. Não entram no bolo os recursos enviados aos três fundos abertos para financiar startups e projetos ligados à economia verde (quase R$ 1 bi na soma). Desde 2019, o governo estadual destina parte dos royalties provenientes da exploração de petróleo e gás natural no Estado para o Fundo Soberano. Em 2026, por causa do aumento da produção de óleo e, principalmente, pela valorização do barril, os aportes dispararam, acelerando a chegada ao terceiro bilhão.
A guerra no Oriente Médio, que eclodiu no final de fevereiro, fez disparar o preço do petróleo (da casa dos US$ 65 para mais US$ 100 o barril) e ampliou consideravelmente o dinheiro enviado mensalmente para o Fundo Soberano. Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, de janeiro a outubro de 2025, foram aportados R$ 161,06 milhões. No mesmo período de 2026: R$ 322,03 milhões. Expansão de 100%. Não entram na conta os juros incidentes (o que não é pouca coisa no Brasil).
"Esse movimento que estamos vendo, de crescimento dos repasses para o Funses, tem relação direta com o crescimento, deste ano, das verbas recebidas do petróleo", explicou o secretário de Estado da Fazenda, Benício Costa.
Criado por uma lei estadual promulgada em junho de 2019, o Fundo Soberano do Estado tem dois objetivos: 1. promover o desenvolvimento econômico sustentável do Estado, por meio de uma política de investimentos estratégicos; e 2. proteger a economia capixaba da volatilidade das receitas do petróleo e gás natural, servindo de reserva financeira, como plano de poupança de longo prazo e como auxílio à política fiscal do Estado em períodos anticíclicos.
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