Se tudo der certo, o primeiro navio deve zarpar do Porto da Imetame em fevereiro de 2027. Trata-se de um complexo logístico de grande porte, com profundidade de 17 metros, com capacidade para receber os maiores navios de contêineres que vêm para o Brasil. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas há problemas. A quantidade monumental de cargas movimentada pelo terminal precisa chegar e sair de lá, por isso, as conexões (rodoviárias e ferroviárias) precisam ser adequadas.
As obras da BR 101, principal rodovia do Espírito Santo, caminham e não devem ser problema. A questão maior está nas estruturas que ligam a rodovia federal ao hub portuário da cidade (que também abriga Portocel e Vports). O Contorno Sul de Aracruz, uma via com 19,9 quilômetros que tira o trânsito de dentro do Centro do município, ainda não saiu do papel e é a maior das preocupações do setor produtivo. O canteiro até está lá, mas as obras, um investimento de R$ 164 milhões, não andam.
O Contorno Sul vai receber os caminhões e carretas que vêm da BR 101 Sul (onde fica a Região Metropolitana de Vitória) e vão para os portos de Aracruz. Com ele, os veículos entrarão pelo trevo de Ibiraçu e irão até os terminais sem passar pela cidade. Sem ele, a coisa trava.
Trata-se de uma obra estadual, sob a responsabilidade do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). O ex-governador Renato Casagrande deu ordem de serviço em julho de 2024 e a previsão de conclusão era de 36 meses, ou seja, no começo de 2027. Não vai acontecer.
"A BR 101 está saindo do papel, não há preocupação, mas as rodovias que conectam ela com os portos são problema. As carretas vão passar pelo Centro de Aracruz? Complicado. Precisamos resolver isso o quanto antes", cobrou um executivo que acompanha de perto a situação.
O Contorno de Barra do Sahy e a nova rodovia que ligará o Contorno de Jacaraípe até a Ponte do Piraqueaçu também preocupam.
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