Os indígenas, que reclamam do acordo de reparação do rompimento das barragens da Samarco, fechado por Vale, BHP (donas da Samarco), governo federal e demais entes públicos, em outubro de 2024, bloquearam o ramal entre 22 de outubro e a última terça-feira - 76 dias, portanto. Após a intervenção policial, a via ficou liberada por dois dias, mas voltou a ser fechada na última sexta-feira (09).
Questionada sobre a situação, a Vale enviou a seguinte nota: "a Vale está adotando as medidas cabíveis para restabelecer a operação do Ramal Aracruz novamente ocupada por comunidades indígenas de forma ilegal. Cabe destacar que os acordos relacionados ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), vêm sendo integralmente executados e cumpridos pela Samarco".
Se o ramal ferroviário não tiver segurança operacional, o projeto do Espírito Santo como plataforma logística do Brasil estará sob grave ameaça.