Reforma tributária. Não pela questão de quanto pagamos, mas, sobretudo, é preciso mexer na complexidade do sistema. Temos a questão do ambiente de negócios. Recentemente tivemos a lei da liberdade econômica, que diminuiu muito o tempo para abertura e fechamento das empresas, mas é importante prosseguir na agenda. O Brasil também precisa de mais acordos internacionais de comércio. É uma agenda que pode destravar, por exemplo, os investimentos em tecnologia e inovação. O Brasil está investindo, há algum tempo, 1% do PIB no setor. Os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) investem 2,5%. Isso que dá aumento de produtividade, quanto mais produtividade tivermos, mais teremos razões internas para aumento de renda, que é o que interessa ao Brasil. Ao longo do tempo o Brasil cresceu muito por conta do consumo do mercado interno, isso vai continuar, temos 210 milhões de habitantes, mas é preciso diversificar. O consumo do mercado externo vai nos ajudar e os investimentos em infraestrutura, que já estão contratados, também. E aí vem uma quarta força, que gera os maiores ganhos, que é o crescimento por inovação. Aqui, infelizmente, o Brasil não tem feito a sua lição de casa, são várias as dificuldades. É o que está faltando para termos um crescimento sustentado.