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Ciclone Kurumí: entenda o fenômeno e os reflexos no ES

Ventos chegam a 87km/h e podem formar ondas de até cinco metros próximo ao centro do ciclone. Há previsão de chuva em todo o Estado

Publicado em 22/01/2020 às 20h21
Atualizado em 24/01/2020 às 08h43
Imagens de satélite mostram a formação do ciclone próximo a costa do ES nesta quinta-feira (23). Crédito: Reprodução/Windy.com
Imagens de satélite mostram a formação do ciclone próximo a costa do ES nesta quinta-feira (23). Crédito: Reprodução/Windy.com

A formação de um ciclone subtropical em alto-mar, do Norte do Rio de Janeiro ao Sul do Espírito já foi confirmada pela Marinha do Brasil. O órgão emitiu um alerta prevendo ondas de até cinco metros e ventos que podem chegar a 87km/h. O ciclone, que já recebeu nome de Kurumí, deve acontecer entre quinta-feira (23) e sábado (25).

Mas o que sabemos sobre este fenômeno? Como ele acontece? De que forma pode afetar a vida dos capixabas? Quem explica é o Comandante Peixoto, Meteorologista do Centro de Hidrografia da Marinha.

O que é um ciclone?

O ciclone é um centro de baixa pressão que provoca tempestades e ventos com velocidade acima de 63km/h. Ele se forma quando a temperatura do mar fica mais alta e o ar em cima fica mais leve e sobe, dando origem a várias nuvens pesadas. É comum que os ciclones aconteçam entre janeiro e março, quando é mais quente.

Qual a diferença de um ciclone subtropical para outro tipo?

Os ciclones, no geral, estão associados a uma frente fria e se deslocam em direção ao oceano Atlântico. Mas no caso do ciclone subtropical, a circulação é diferente. Ele tende a acompanhar onde a superfície do mar está mais quente, o que nesta época do ano é próximo aos litorais. Isso gera mais preocupação e um monitoramento maior da Marinha.

Por que o nome Kurumí?

Em 2011, a Marinha criou uma lista com nomes de origem tupi-guarani para identificar os ciclones subtropicais. O ciclone número 9 da lista, que é o que vai se formar no alto-mar do ES, receberá o nome de Kurumí, que significa "menino". O significado, porém, não tem relação com a proporção do fenômeno, apenas segue a ordem da lista. 

Quais são os riscos?

Como o ciclone se forma em alto-mar, os maiores riscos são para as navegações. No caso do Kurumí, os ventos podem chegar a 87km/h e formar ondas de até cinco metros. Embarcações mercantes e as que operam na Bacia de Campos devem ficar atentas.

Ciclone deve trazer chuva forte para todo Estado. Crédito: Caíque Verli
Ciclone deve trazer chuva forte para todo Estado. Crédito: Caíque Verli

Quais os efeitos na costa capixaba?

O ciclone se formará a 200 km da costa do ES. Por causa disso, os efeitos não chegam aqui tão fortes. Contudo, todo o litoral deve estar de ressaca, com ondas de até 2,5 metros de altura. No Norte do Espírito Santo, os ventos ficam mais intensos e chegam a 61km/h. Chuvas estão previstas em todo o Estado.

É seguro entrar no mar?

Durante os dias de atuação do ciclone, o mar vai ficar mais agitado. Ondas de período curto e desorganizadas vão se formar, o que é perigoso para quem gosta de surfar e nadar. Para quem possui embarcações pequenas para lazer, é preciso ter cuidado com equipamentos e ficar atento aos sinais do ciclone.

Quais são os sinais da chegada do ciclone?

Tempo mais nublado, chuva, mar agitado com ondas entre três e quatro metros próximo da costa.

Ondas podem chegar a cinco metros na região próxima ao ciclone. Crédito: Ricardo Medeiros | GZ
Ondas podem chegar a cinco metros na região próxima ao ciclone. Crédito: Ricardo Medeiros | GZ

É a primeira vez que um ciclone atinge o ES?

Não. Outros ciclones já se formaram no Estado, como o Jaguar, no ano passado. No Brasil, esta é a 9ª vez que um ciclone subtropical é identificado, desde 2011, quando este tipo de fenômeno passou a ser identificado por nomes.

Quanto tempo vai durar?

Um ciclone pode durar até uma semana. No caso do Kurumí, ele começa a se formar nesta quinta-feira (23) e persiste até sábado (25), seguindo para o sudeste e se afastando da costa. Ao atingir o sul do oceano Atlântico, ele se desfaz.

O ciclone pode não acontecer?

A chance do ciclone não se formar é muito pequena. A Marinha do Brasil utiliza cálculos de computador, observações de satélite e troca de informações com outras centrais meteorológicas para monitorar a formação desses fenômenos naturais. A probabilidade de acerto é alta.

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