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Lendas macabras cercam a Pedra das Caveiras em Atílio Vivácqua

Sete caveiras foram encontradas em uma caverna que fica no topo da montanha, na década de 30. Desde então, histórias misteriosas são contadas

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 17/05/2021 às 16h25
Vista panorâmica da Padra das Caveiras, em Atílio Vivácqua
Vista panorâmica da Pedra das Caveiras, em Atílio Vivácqua . Crédito: Arquivo/ Marcio Menegussi Menon

O topo de uma montanha exuberante no interior de Atílio Vivácqua, no Sul do Espírito Santo, revela uma vista espetacular. Além da beleza da chamada Pedra das Caveiras, conta a lenda que um tesouro foi escondido pelo antigo dono das terras, que teria feito um pacto com o diabo! O encontro de sete caveiras em uma gruta da pedra deu origem à história e ao nome do ponto turístico.

A Pedra das Caveiras fica na localidade de Praça do Oriente e está a cerca de sete quilômetros da sede. A subida até a caverna, que tem um grande salão de pedra a 605 metros de altitude, dura cerca de uma hora de trilha e o acesso ao lugar passa por uma propriedade particular.

Topo da Pedra das Caveiras
Topo da Pedra das Caveiras possui uma grande caverna . Crédito: Reprodução/ Takesdrone

A história que foi difundida entre os moradores é a de que, na década de 30, um caçador encontrou sete esqueletos, próximo do topo. Na época, o contexto que acabou famoso entre quem mora na pequena cidade é que um rico fazendeiro, dono de terras na região, fez um pacto com o diabo — e um urubu o assombrava nos últimos dias de sua vida.

Ele pediu para que quatro índios, que eram seus empregados, enterrassem um tesouro nas imediações da pedra. Após o trabalho, três capatazes teriam executado os indígenas para que não fosse revelado o local. O destino dos assassinos foi o mesmo: foram mortos e os corpos colocados naquele lugar.

Pedra das Caveiras em Atílio Vivácqua

Pedra das caveiras carrega lendas macabras e vista panorâmica
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua. Arquivo/ Marcio Menegussi Menon
Pedra das caveiras carrega lendas macabras e vista panorâmica
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua. Arquivo/ Marcio Menegussi Menon
Pedra das caveiras carrega lendas macabras e vista panorâmica
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua. Arquivo/ Marcio Menegussi Menon
Pedra das caveiras carrega lendas macabras e vista panorâmica
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua. Arquivo/ Marcio Menegussi Menon
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua
Pedra das caveiras tem vista panorâmica do interior de Atílio Vivácqua

“O arqueólogo Celso Perota levou os ossos para o Rio de Janeiro e identificou que eram do final do século XIX. Acredita-se que aqueles esqueletos seriam de escravos que morreram ali em fuga, sem comida e sem conhecer a área”, disse o morador Carlos Augusto Busato Barros, o Doca, como é conhecido na cidade.

Como não havia indícios de alguma de habitação na caverna, a tese de corpos de escravos também é duvidosa. “Não há registros que evidenciam que ali serviu de habitação para alguém, como indícios de uma fogueira ou cerâmicas. O que de fato temos é uma montanha misteriosa que serviu de túmulo para sete caveiras”, relata o historiador com formação em arqueologia Marcio do Nascimento Santana.

Márcio, que também é montanhista e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Cachoeiro de Itapemirim, já desbravou a Pedra das Caveiras algumas vezes.

“Dizem que quem sobe a trilha dessa pedra falando em tesouro, dinheiro ou riquezas começa a escutar gritos de terror e socorro dentro da mata. Eu não fiz para ver se era verdade”, brinca o historiador.

Apreciador dos casos que rondam o passado de Atílio Vivácqua, Carlos Augusto Busato Barros conta que o lugar vai além das lendas. “O local tem uma vista deslumbrante e privilegiada, com fauna e flora preservadas. É ponto constante da visita de trilheiros e montanhistas”, contou.

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