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Publicado em 6 de junho de 2022 às 08:01
Uma pedra localizada em Água Santa, localidade no município de Iúna, na Região do Caparaó, e uma nascente em meio à mata reúnem lendas populares e atraem pessoas, movidas pela fé. Por lá, uma fenda entre duas formações rochosas se tornou ponto turístico. Dizem que, quem passa entre elas, se livra dos pecados. Já a água límpida, bem perto da pedra, é atribuída a uma graça alcançada após pedidos a Santa Luzia – considera pelos católicos como a protetora dos olhos. >
O local ganhou o nome de Pedra do Pecado. Bem estreita, é preciso passar de lado. De acordo com os populares da região, quem fica preso, somente consegue sair na presença de um padre.>
Segundo apuração do jornalista Mário Bonella, da TV Gazeta, a lenda conta que, em 1866, o Frei Bento, que rezava no local, foi encontrado morto na fenda entre as rochas, onde ele costumava dormir. Surgiu assim a história que a fenda absorve os pecados.>
“Surgiu esta história, de quem passasse da esquerda para a direita três vezes teria seus pecados perdoados. Minha avó conta que passou aqui grávida”, disse o estudante de Direito e morador do local, João Lucas de Almeida. >
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Outro morador da região passou fácil pelo local. “Bom demais, muito bom passar aqui, sensação abençoada. Se agarrar tem que chamar o padre”, brinca Flávio, em conversa com o repórter Mário Bonella. >
Os moradores contam que em 1899 uma seca castigou a região, mas não as águas da nascente - única que não secou. A população ia até o local buscar água e pedir o fim da estiagem. A chuva veio no dia 13 de dezembro, Dia de Santa Luzia. A graça, dizem os devotos, foi por intercessão da santa e o local virou ponto de peregrinação.>
“Todo dia 13 do mês, às 7h da manhã, tem missa aqui no Santuário e o dia 13 de dezembro é o dia mais especial, que é o dia da festa. Nos temos relatos de pessoas que vêm do Brasil inteiro para pegar dessa água”, contou João Lucas de Almeida.>
O João, que só tem 21 anos e é estudante, é um guardião do lugar. Ele faz questão de manter essa tradição da cidade de Iúna. “Temos que repassar esta tradição à frente, não podemos deixar morrer, pois é muito especial, algo que vem com nossos pais e também a fé, que nos motiva a estar aqui”, disse o morador. >
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