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‘Washington Post’: Bolsonaro é o pior líder na crise do coronavírus

Jornal americano listou líderes como o da Bielorrússia, que indicou vodca e sauna contra o vírus, mas concluiu que Bolsonaro é pior

Publicado em 14/04/2020 às 22h59
Presidente da República Jair Bolsonaro, durante visita ao Hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás
Jair Bolsonaro disse que coronavírus é gripezinha e que brasileiro pode mergulhar no esgoto. Ele incentiva as pessoas a não respeitarem orientações das autoridades em saúde pública. Crédito: Marcos Corrêa/PR

O jornal americano The Washington Post publicou nesta terça-feira (14) um texto editorial que classifica a postura do presidente Jair Bolsonaro diante da crise do coronavírus como “de longe, o caso mais grave de improbidade” entre todos os líderes mundiais.

O jornal coloca Bolsonaro ao lado do presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que recomendou saunas e vodca contra o vírus, do Turcomenistão, que proibiu o uso o termo “coronavírus” no país, e da Nicarágua, que não é visto há mais de um mês e ainda mantém em atividade as ligas esportivas.

O texto de opinião assinado pelo conselho editorial do veículo americano tem como título “Líderes arriscam vidas minimizando o coronavírus. Bolsonaro é o pior”.

“Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais 200 milhões de habitantes, o populista de direita disse que o coronavírus causa ‘uma gripezinha’ e instou os brasileiros a ‘enfrentar o vírus como um homem, caramba, não como um menino’. Pior, o presidente tentou repetidamente minar as medidas tomadas pelos 27 governadores estaduais do país para conter o surto”, diz o The Post, citando as ações do presidente Bolsonaro diante da crise.

O jornal ainda citou a campanha “O Brasil não pode parar” e as discordâncias públicas entre Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, como exemplos de condutas erráticas do presidente brasileiro, classificadas como “tendo um efeito sinistro” nos índices de infecção e de mortos no Brasil pela covid-19.

No fim do editorial, o periódico americano incentiva o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a telefonar para Bolsonaro e incentivar o brasileiro a voltar atrás na retórica e apoiar medidas de contenção recomendadas por profissionais de saúde, assim como o próprio Trump mudou de conduta quando ao coronavírus nas últimas semanas.

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