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Brasileiro mergulha no esgoto e não acontece nada, diz Bolsonaro

Presidente voltou a minimizar a pandemia do coronavírus e afirmou que o contágio no Brasil não será como nos Estados Unidos

Publicado em 26/03/2020 às 20h22

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar nesta quinta-feira (26) a pandemia do coronavírus e afirmou que o contágio no Brasil não será como nos Estados Unidos porque não acontece nada com o brasileiro.

Jair Bolsonaro
Bolsonaro já se referiu à enfermidade como "gripezinha" e argumentou que ações como o fechamento de comércios e divisas entre os estados causam prejuízos econômicos para o país. Crédito: Isac Nóbrega/PR

Na entrada do Palácio da Alvorada, onde concedeu uma entrevista à imprensa, o presidente defendeu que o brasileiro seja estudado porque, segundo ele, mergulha no esgoto e não pega nenhuma doença. De acordo com ele, muita gente no país já foi contaminada pelo coronavírus e desenvolveu anticorpos.

Jair Bolsonaro (sem partido)

Presidente da República

"Eu acho que não vai chegar a esse ponto [dos Estados Unidos]. Até porque o brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali. Ele sai, mergulha e não acontece nada com ele"

Até o momento, 2.915 pessoas foram diagnosticadas com o coronavírus no Brasil e 77 morreram. Nos Estados Unidos, são 1.173 mortes.

"Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil há poucas semanas ou meses. E eles já tem anticorpos que ajuda a não proliferar isso daí. Estou esperançoso que isso seja realmente uma realidade", disse o presidente.

Bolsonaro minimizou em diversas ocasiões os impactos do Covid-19 e criticou medidas de restrição de movimento que têm sido adotadas por governadores.

Ele já se referiu à enfermidade como "gripezinha" e argumentou que ações como o fechamento de comércios e divisas entre os estados causam prejuízos econômicos para o país.

O presidente redobrou a aposta nesta quarta-feira (25), criticou medidas de isolamento social e ganhou a oposição aberta de antigos aliados --como do governador goiano, Ronaldo Caiado (DEM)-- e críticas generalizadas no Congresso, além de ter seus pedidos ignorados pelos chefes de Executivo dos estados.

"GRIPEZINHA"

Na terça-feira (24) à noite, Bolsonaro havia feito um polêmico pronunciamento em rede nacional no qual chamou a Covid-19 de "gripezinha". Também criticou medidas de isolamento social, como fechamento de escolas e de comércio, a principal recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) para tentar conter a propagação do vírus.

A fala de Bolsonaro foi repudiada por políticos e autoridades sanitárias, porque vão contra os principais exemplos disponíveis no combate à doença no mundo.

Na manhã desta quarta, em entrevista, ele voltou a criticar governadores pela restrição de movimentação de pessoas e defendeu que haja isolamento apenas para aqueles do chamado grupo de risco, como idosos e portadores de comorbidades.

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