O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo informações do Bom Dia Rio, da TV Globo, a determinação faz parte de uma investigação sobre supostos desvios nos contratos emergenciais para a Covid-19.
Na mesma decisão, o STJ expediu mandados de prisão contra o Pastor Everaldo, presidente do partido de Witzel, o PSC, e contra o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, o capixaba Lucas Tristão. Ainda segundo informações do Bom Dia Rio, o mandado de prisão contra o Pastor Everaldo já foi cumprido. Policiais federais seguem em diligências para o cumprimento de outros mandados.
MANDADO DE PRISÃO CONTRA CAPIXABA
Uma das pessoas que teve o mandado de prisão expedido, o advogad capixaba Lucas Tristão era considerado o braço direito de Witzel. Lucas foi um dos alvos da Operação Placebo, deflagrada em maio para apurar fraudes e desvios nos gastos emergenciais na área da saúde na administração estadual. Em junho, após uma série de atritos com deputados estaduais do Rio e suspeitas a respeito do relacionamento com um empresário alvo da Polícia Federal, a exoneração dele do cargo foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial no dia 03 daquele mês.
MANDADOS DE PRISÃO
- Pastor Everaldo, presidente do PSC;
- Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;
- Sebastião Gothardo Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda.
MANDADOS DE BUSCA E APREENSÃO
- Helena Witzel, primeira-dama;
- André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj);
- Marcos Pinto da Cruz, desembargador.
OPERAÇÃO PLACEBO
A Operação Tris in Idem é um desdobramento da Operação Placebo, deflagrada em maio, que apurava um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus no Estado fluminense.
A Procuradoria-Geral da República afirma ter provas que colocam Witzel "no vértice da pirâmide" dos esquemas de fraudes investigados no Rio.