Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Brasil
  • Pessoas LGBTQIA+ estariam vulneráveis em aplicativos de encontro. Procuradoria apura
Aplicativos de namoro

Pessoas LGBTQIA+ estariam vulneráveis em aplicativos de encontro. Procuradoria apura

A reportagem tentou contato com as plataformas citadas no procedimento, Grindr e Hornet, mas não conseguiu encontrar representantes delas no Brasil

Publicado em 17 de Setembro de 2025 às 09:24

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 set 2025 às 09:24
Aplicativos de encontro LGBT - especialmente os gays - deixam vulneráveis os usuários
Aplicativos de encontro LGBT - especialmente os gays - deixam vulneráveis os usuários Crédito: Reprodução/Getty Images
O Ministério Público Federal instaurou procedimento administrativo para apurar se aplicativos de relacionamento voltados ao público LGBTQIA+ no Brasil adotam medidas eficazes para garantir a segurança de seus usuários. A investigação foi motivada pela divulgação de diversos crimes relacionados a esse público, incluindo roubos, extorsões, lesões corporais e homicídios, ocorridos no Distrito Federal e em várias cidades brasileiras, como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.
Conforme o procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, que atua no Acre e está responsável pelo caso, a prática de crimes por meio de aplicativos de relacionamento já é uma notória questão de segurança pública. Quando se trata de usuários LGBTQIA+, segue ele, a vulnerabilidade inerente à sua orientação sexual pode motivar a execução de condutas agravadas, movidas por preconceito e ódio.
A reportagem tentou contato com as plataformas citadas no procedimento, Grindr e Hornet, mas não conseguiu encontrar representantes delas no Brasil. Dias identifica dois fatores principais que facilitam a prática destes crimes. Primeiro, o receio e o constrangimento das vítimas em denunciar os delitos, somados à eventual falta de cautela no compartilhamento de dados pessoais> Para ele, isso cria um ambiente propício para a ação criminosa.
Ainda de acordo com ele, "percebe-se uma notável ineficiência por parte das plataformas digitais, que falham em implementar ferramentas de segurança robustas para proteger seus usuários e diminuir os riscos". Segundo o despacho do MPF que instaurou a apuração, apesar de o Marco Civil da Internet isentar plataformas de responsabilidade por conteúdos de terceiros, uma decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal) alterou esse cenário.
Em junho deste ano, o tribunal declarou a inconstitucionalidade parcial da regra e impôs às plataformas o "dever de cuidado". Isso significa que as empresas devem atuar proativamente para remover conteúdos que incitem discriminação por raça, sexualidade ou identidade de gênero, mesmo sem notificação judicial. A Procuradoria apontou que Grindr e Hornet, já possuem termos especiais de serviço para o Brasil, que preveem a responsabilização da empresa. Assim, as plataformas já teriam se a melhorar seus mecanismos de segurança.
Para instruir o procedimento, foram expedidos ofícios à Secretaria Nacional de Direitos LGBTQIA+, ao Grupo de Trabalho de Enfrentamento da Discriminação contra Pessoas LGBTQIA+ em Ambiente Digital, instituído pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e aos aplicativos, para prestarem informações sobre o tema.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Horóscopo semanal: previsões para os signos de 01 a 07 de junho de 2026
Imagem de destaque
Classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA abre espaço para ação da CIA no Brasil, diz promotor que há 20 anos combate facção paulista
Imagem de destaque
Vitória para Flávio, derrota para Lula? Como as eleições podem ser impactadas por decisão de Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados