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Em defesa de Bolsonaro

Ministro da Justiça nega interferência na PF e diz que instituição é independente

Há no Supremo Tribunal Federal inquérito para investigar uma possível interferência do presidente Jair Bolsonaro na instituição, após acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro

Publicado em 26 de Junho de 2020 às 18:40

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 jun 2020 às 18:40
André Mendonça, ex-AGU e ministro da Justiça do governo Bolsonaro
André Mendonça, ex-AGU e ministro da Justiça do governo Bolsonaro Crédito: JOSE DIAS/PR
O ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça disse nesta sexta-feira (26) que não há qualquer tipo de interferência na Polícia Federal e que a instituição tem a "autonomia total" no governo Bolsonaro.
"À Polícia Federal autonomia total. A minha interferência e do governo Bolsonaro é cobrar dos senhores os resultados. Cobrar autonomia, responsabilidade. Cobrem apoio, incentivo, capacitação, estrutura. Demos passos importantes neste mês, com a reestruturação das funções, reconhecimento" destacou.
Há no Supremo Tribunal Federal inquérito para investigar uma possível interferência do presidente Jair Bolsonaro na instituição. O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deixou o cargo, no mês de abril, acusando o presidente de tentar interferir no comando da PF e na Superintendência do Rio de Janeiro.
Nos últimos dias, Bolsonaro vem sinalizando que busca distensionar a relação conflituosa que tem mantido com a corte e os demais Poderes. Na quinta-feira (25), numa cerimônia ao lado do presidente do STF, Dias Toffoli, defendeu a cooperação e a harmonia entre os Poderes.
Mendonça participou de evento nesta sexta para apresentar um balanço com os principais resultados de operações de combate ao tráfico de drogas, apreensões e venda de bens do crime organizado.
Entre as medidas citadas está uma série de leilões já foram realizados em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins e Rio de Janeiro. A intenção é ampliar os leilões para todos os estados e Distrito Federal.
De janeiro a 24 de junho deste ano foram arrecadados cerca de R$ 72 milhões. A quantia é destinada ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para ser usado em políticas públicas no combate ao crime.
"A Polícia Federal pretende, nas operações que irão ocorrer no 2° semestre, arrecadar até 1 bilhão em bens que vão ser apreendidos, são bens transformados em recursos. São confisco de bens de empresas, operações", informou o secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora.
Também foi destacada a importância da atuação integrada das forças de segurança locais no combate ao crime organizado em âmbito federal, estadual e municipal.
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