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Maia: "No momento adequado, vou ter de definir sobre impeachment"

Já há mais de 30 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Rodrigo Maia, no entanto, diz que o ideal é que o Brasil não passe novamente por isso

Publicado em 06/06/2020 às 21h13

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou neste sábado (06) que o ideal é que o Brasil não passe novamente por um processo de impeachment do presidente da República. "Mas é óbvio que essas ameaças do presidente Jair Bolsonaro, que tem participado de atos considerados antidemocráticos preocupam a todos nós. E é isso que faz com que todos nós estejamos discutindo, neste momento, o fortalecimento da democracia no país", afirmou o deputado.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, em meio à pandemia do coronavírus
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, em meio à pandemia do coronavírus. Crédito: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

"No momento adequado, vou ter de definir sobre os pedidos de impeachment", disse Maia. Já há mais de 30 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Ele participou neste sábado de live no Instagram com o cantor Tico Santa Cruz, que tem organizado uma série de diálogos com autoridades e figuras públicas sobre política e pandemia.

Maia também afirmou que a defesa do fechamento de instituições que constituem os pilares da democracia são um tipo de violência a qual deve ser combatida assim como violências de outra natureza.

"Defender fechamento de instituições é vandalismo", disse o deputado. "Propor fechamento do Congresso, do STF é violência; jogar pedra, também", comentou Maia, referindo-se ao confronto entre participantes de atos pró e contra o governo Bolsonaro e de manifestantes com a polícia no fim de semana passado.

Sobre esse embate, Maia disse que não sabe qual grupo (pró ou contra o governo) "estimulou, atiçou o outro". "Mas o fato é que confrontos em atos públicos radicalizam o ambiente, o que é ruim para nossa democracia", afirmou.

Maia reiterou que defende o isolamento social e que observa pelas estatísticas que a curva de transmissão de covid-19 ainda não está caindo em muitas cidades e regiões.

"Sou contra qualquer manifestação neste momento de pandemia", disse o deputado, que demonstrou preocupação com o aumento do número de contaminados e vítimas do novo coronavírus.

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