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Flávio Bolsonaro comprou imóveis com R$ 86,7 mil em espécie, diz jornal

Revelação foi feita pelas construtoras envolvidas na operação e o próprio parlamentar em depoimento ao Ministério Público do Rio, no inquérito que apura a prática de rachadinha na Alerj

Publicado em 09/08/2020 às 13h57
Atualizado em 09/08/2020 às 13h57
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro é senador da República. Crédito: Geraldo Magela/ Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) comprou salas comerciais em um bairro nobre do Rio de Janeiro por R$ 86,7 mil em dinheiro vivo, quando ainda era deputado estadual pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A informação é do jornal O Globo deste domingo (9). 

De acordo com a reportagem, a revelação foi feita pelas construtoras envolvidas na operação e o próprio parlamentar em depoimento ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), em 7 de julho.

Para o promotor Luis Fernando Ferreira Gomes, que trabalha no inquérito que apura a prática de rachadinha na Alerj, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu os valores para o pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e um irmão, sem citar o nome.

O parlamentar também citou  Jorge Francisco, pai do ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, e chefe de gabinete de Jair Bolsonaro de janeiro de 2001 a março de 2018, quando faleceu.

Flávio explicou a origem do dinheiro após o promotor informar que a Cyrella e a TG Brooksfield disseram ao Ministério Público que ele pagou R$ 86.779,43 com dinheiro em espécie, por meio de depósitos bancários, no ano de 2008, para a compra de 12 salas comerciais no Barra Prime Offices – um centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

"Eu saí pedindo dinheiro emprestado para o meu irmão, para o meu pai, eles me emprestaram esse dinheiro. Tá tudo declarado no meu imposto de renda, que foi comprado dessa forma. Depois fui pagando a eles esses empréstimos. Acho que o Jorge [Francisco, pai do secretário-geral da Presidência da República, Jorge Oliveira], que era chefe de gabinete do meu pai, também me ajudou", afirmou Flávio ao Ministério Público, conforme o jornal O Globo.

A venda só foi registrada em cartório em 16 de setembro de 2010. Antes, o negócio era amparado por um contrato de "instrumento particular de compra e venda", firmado em 5 de dezembro de 2008. As salas foram vendidas 43 dias após o registro oficial da compra, e o total declarado dessa venda totalizou R$ 2,6 milhões.

OUTRO LADO

A defesa do senador Flávio Bolsonaro disse ter recebido com "perplexidade" os "vazamentos das peças e áudios do procedimento que tramita sob sigilo". 

"Em tendo sido provada a ineficiência do sigilo imposto judicialmente à investigação, esclarece a defesa que a partir deste momento não serão mais permitidos os registros audiovisuais do Senador durante as suas manifestações procedimentais, além do que ainda esta semana representará aos órgãos de correição do MPF para que apure a falta e o delito, se houver", diz a nota. 

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