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"Estamos vivendo um finalzinho de pandemia", diz Bolsonaro

Declaração foi feita no momento em que 22 das 27 unidades da federação enfrentam alta de óbitos pelo coronavírus. Vítimas se aproximam de 180 mil

Publicado em 10/12/2020 às 15h24
Atualizado em 10/12/2020 às 15h29
O presidente Jair Bolsonaro participou da inauguração da nova ponte sobre o rio Guaíba, em Porto Alegre (RS)
Jair Bolsonaro participou da inauguração da nova ponte sobre o rio Guaíba e disse ainda que o suposto fim da pandemia se deve ao tratamento precoce com uso de cloroquina. Crédito: Alan Santos/PR

Enquanto os números apontam para o avanço da Covid-19 no Brasil, com aumento de casos e mortes nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (10) que o país vive um "finalzinho de pandemia".

Na quarta-feira (9), o país registrou 848 mortes pela Covid-19 e 54.203 casos da doença. Trata-se do maior número de mortes diárias desde o início de outubro, sem levar em conta os registros elevados ocorridos logo em seguida ao apagão de dados que houve em novembro. A média móvel de mortes também é a maior desde o fim de setembro.

No total, o país registrou 179.032 mortes por Covid-19 e a 6.730.118 infecções desde o início da pandemia.

A situação da pandemia no país se agrava em um momento de temor por causa das festividades de fim de ano, que podem elevar ainda mais os números de pessoas infectadas e mortes.

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Em evento para inaugurar trecho da ponte sobre o rio Guaíba, em Porto Alegre, Bolsonaro disse ainda que o suposto fim da pandemia se deve ao tratamento precoce com uso de cloroquina. O uso do medicamento para a Covid-19 não possui respaldo científico, após diversos estudos não apontarem benefícios da droga na prevenção e no tratamento da doença.

O presidente também comparou o Brasil com parte do continente africano, dizendo que lá há menos óbitos do que o esperado para "pessoas com deficiência alimentar, mais pobres". Bolsonaro disse que o suposto sucesso dos países africanos é consequência do uso prévio da cloroquina para tratar malária, mais uma vez sem evidências científicas. "Precisa ser muito inteligente para saber? Não precisa", afirmou.

O Brasil é o único país do mundo onde continuam a circular com frequência notícias falsas sobre cloroquina, ivermectina e azitromicina como curas para a Covid-19, que já foram desmentidas por diversos estudos científicos, segundo o levantamento "Political (self) isolation" (Auto-isolamento político), realizado pelo LAUT, INCT.DD e o laboratório de pesquisa forense digital do Atlantic Council. E, ao contrário da maioria dos países, apenas no Brasil, na Índia e nos EUA as disputas políticas internas são o principal motor para a desinformação sobre a pandemia.

Bolsonaro, por fim, disse que o governo federal não pode "atuar diretamente na questão da Covid por uma decisão judicial".

Em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que estados e municípios regulamentassem suas próprias regras de isolamento. O governo federal, porém, tentou impor regras federais e sinalizou, desde o início da pandemia, que desejava manter as atividades econômicas abertas.

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