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Em depoimento à PF sobre fala contra o STF, Weintraub fica calado

Ministro da Educação prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta (29) para esclarecer afirmação feita em reunião ministerial de que, por ele, botaria "esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF"

Publicado em 29/05/2020 às 17h32
Atualizado em 29/05/2020 às 17h32

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (29) para esclarecer afirmação feita em reunião ministerial de que, por ele, botaria "esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF".  Segundo relatos à imprensa, o ministro apelou ao direito de permanecer em silêncio e ficou calado. A PF havia marcado o depoimento para amanhã. Porém, nesta sexta, o próprio Weintraub pediu para antecipá-lo.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do primeiro culto de Santa Ceia de 2020 da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em fevereiro
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a apresentar um habeas corpus para evitar o interrogatório. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo chegou a apresentar um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o interrogatório, mas, diante da falta de resposta ao recurso, Weintraub atendeu à determinação do ministro Alexandre de Moraes e recebeu integrantes da PF no Ministério da Educação.

Pouco antes de protocolar o habeas corpus, o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que ordens absurdas não deveriam ser cumpridas, sem mencionar especificamente nenhum caso.

A ordem para que o ministro fosse ouvido partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura a propagação em massa de notícias falsas e ameaças aos magistrados da corte.

A decisão de Moraes ocorreu após o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril ser divulgada pelo ministro Celso de Mello. No encontro, Weintraub diz ter ojeriza de Brasília, em referência às negociações políticas, e fez fortes críticas ao Supremo.

"Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF", afirmou.

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