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Declarações de Daniel Silveira são graves, diz relatora

A deputada Magda Mofatto (PL-GO) classificou como "muito graves" as declarações no vídeo em que o congressista carioca ataca e xinga ministros do STF

Publicado em 19/02/2021 às 19h29
Atualizado em 19/02/2021 às 19h29
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 29.04.2020 - O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) durante evento no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Daniel Silveira é deputado federal pelo PSL. Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress

A deputada Magda Mofatto (PL-GO) classificou como "muito graves" as declarações de Daniel Silveira (PSL-RJ) no vídeo em que o congressista carioca ataca e xinga ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mofatto é a relatora do processo que discute a manutenção ou não da prisão de Silveira.

A Câmara decide o assunto nesta sexta-feira, 19. Daniel Silveira foi preso na noite de terça-feira por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, após a publicação do vídeo nas redes sociais com ameaças e xingamentos aos ministros da Corte.

Mofatto evitou, no entanto, dizer se pedirá ou não a manutenção da prisão de Silveira em seu relatório.

"Nós ainda estamos analisando. Eu estou finalizando agora o relatório, e não quero adiantar nada porque eu quero ouvir a defesa do deputado. Ele vai ter 15 minutos para se defender aqui Quero ouvi-lo antes de tomar uma decisão final. Então não quero ainda disponibilizar a minha opinião por conta disso", ela disse ao Estadão.

"A gente tem a liberdade de usar a palavra. O termo 'Parlamento' vem de 'parlar', falar, dar opinião. Para você falar, dar opinião, discutir positivamente. Mas é complicado fazer colocações tão pesadas como as que ele fez", disse ela.

RELATORIA

Mofatto foi designada relatora do caso na manhã desta sexta-feira. Na noite de quinta-feira, circulou a informação de que Carlos Sampaio (PSDB-SP) seria o relator. Ele chegou a divulgar vídeo nas redes sociais falando sobre a tarefa de relatar o caso.

Segundo Magda, a escolha de Carlos Sampaio chegou a ser cogitada, mas não efetivada. Sua escolha para o posto foi fruto de um acordo entre o líder do seu partido, Wellington Roberto (PB), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

A troca de relatoria surpreendeu líderes na Câmara. Deputados que acompanharam a substituição dizem que o grupo do Centrão se mostrou insatisfeito com a primeira escolha de Lira, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que foi procurador de Justiça.

Sampaio preparava um relatório a favor da manutenção da prisão em flagrante e inafiançável.

Os parlamentares do grupo mais próximo a Lira entenderam que ele estava prestigiando alguém que não estava na linha de frente da campanha para a presidência da Câmara.

Embora digam que Sampaio participou de reuniões com o grupo de Lira, argumentam que o tucano, publicamente, declarou voto no principal adversário, Baleia Rossi (MDB-SP). Alguns deputados citam que a escolha de Sampaio poderia ser um "pagamento" por apoio velado.

Além disso, a escolha teria irritado Bolsonaro e seus aliados, que viram em Sampaio um nome também vinculado ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

A nova relatora, Magda Mofatto (PL-GO), ao contrário, é uma ruralista com anos de experiência parlamentar no Centrão e muito próxima do grupo bolsonarista.

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