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CPI da Covid adia leitura de relatório final em meio a divergências

O texto preliminar aponta que o presidente Jair Bolsonaro adotou o negacionismo da pandemia como discurso retórico e como política pública.

Publicado em 17/10/2021 às 17h46
Em pronunciamento, à bancada, senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Senador Renan Calheiros (MDB-AL) fez o texto final da CPI. Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

A CPI da Covid anunciou neste domingo (17) ter adiado a leitura do relatório final que estava marcada para esta terça-feira (19).

De acordo com informações iniciais, a intenção é postergar em cerca de uma semana a data da apresentação do texto do senador Renan Calheiros (MDB-AL), possivelmente para o dia 26.

"Tem muita divergência ainda, precisamos discutir. Em relação a indiciamento, tipificação de crime. A ideia é uma semana de vista", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), integrante da comissão.

A decisão foi tomada após reunião neste domingo do G7, o grupo de senadores que é majoritário na comissão.

Após mais de cinco meses de trabalhos, o texto preliminar do relatório aponta que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) adotou o negacionismo da pandemia não só como discurso retórico, mas como política pública de governo.

Em cinco volumes, a minuta do parecer feito por Renan pede o indiciamento de mais de 60 pessoas, entre elas filhos do presidente, ministros de Estado, integrantes e ex-funcionários do Ministério da Saúde e empresários.

Além disso, Renan propõe 17 projetos de lei ou mudança na Constituição, que incluem definir crime para punir a disseminação de fake news, hoje inexistente na lei brasileira.

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