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Ciro Gomes: "Não vejo futuro com a volta ao lulopetista envelhecido"

O ministro do STF Edson Fachin anulou todas as decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba em ações contra o ex-presidente Lula. O petista está livre para disputar a Presidência da República em 2022

Publicado em 09/03/2021 às 10h41
Atualizado em 09/03/2021 às 10h41
Ciro Gomes, ex-governador do Ceará
Ciro Gomes, ex-governador do Ceará. Crédito: Reprodução/Redes sociais

O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) defendeu na manhã desta terça-feira (09) a criação de uma chapa para disputar as eleições presidenciais de 2022 que inclua representantes políticos para além da esquerda. Entretanto, em entrevista à Rádio CBN, Ciro disse ter reservas em relação a compor com o PT e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve nesta segunda (08) os direitos políticos restaurados.

"O que eu quero dizer é que o Brasil precisa, diante do problema grave que temos, construir um caminho de futuro e, francamente, não vejo o caminho de futuro ser construído com a volta ao passado lulopetista envelhecido, desgastado e inconfiável, e, pior, que tem a característica de fazer o outro lado se reunir também com base no ódio", disse Ciro.

"Acabei de comemorar a devolução dos direitos políticos do Lula, porque ele tinha direito a isso. A vida inteira lutei, mas, se sob o ponto de vista jurídico ele tem esses direitos, politicamente, ele faz parte grave do problema brasileiro", completou o ex-ministro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin anulou todas as decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba em ações contra o ex-presidente Lula.

Ciro disse que aceita se reunir com todo brasileiro para discutir uma aliança para as próximas eleições, mas ressaltou que não pretende ligar para conversar com Lula. Segundo o ex-ministro, a participação do PT no pleito de 2022 contribui para a polarização da disputa.

"Já disse e quero repetir que o Brasil não cabe na esquerda. A esquerda tem seu valor, mas o Brasil é um Estado muito mais complexo, difícil e heterogêneo", afirmou. "Entretanto, para ser muito franco, o comportamento do lulopetismo é parte central do problema, o que volto a dizer, não elimina a possibilidade de diálogo", completou Ciro.

O ex-ministro também reforçou a necessidade de se aguardar as próximas etapas do julgamento do ex-presidente, que deverão determinar se foram corretas ou não as decisões da vara de Curitiba. "A petezada está toda soltando foguetes e abrindo champagne, mas isso é uma coisa apressada. Precisamos deixar o tempo amadurecer", reforçou Ciro.

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