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Bolsonaro diz que ministros do seu "time" não podem ser criticados

Nas palavras do presidente, seus ministros são honestos e têm "grande capacidade" administrativa

Publicado em 17/09/2021 às 18h02
Presidente Jair Bolsonaro entre ministros do governo
Presidente Jair Bolsonaro entre ministros do governo. Crédito: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta sexta-feira, 17, ser impossível criticar seu "time" do primeiro escalão na Esplanada dos Ministérios. "Alguns podem criticar o técnico do time, que sou, mas não podem criticar meus 23 ministros", disse o chefe o Executivo na cerimônia de início das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). A rota vai integrar Goiás a Mato Grosso.

Nas palavras do presidente, que retomou elogios ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, presente no evento, seus ministros são honestos e têm "grande capacidade" administrativa. "Não foi fácil formar um ministério, as pressões políticas foram muitas, mas formamos grande ministério", afirmou. Quem também elogiou Tarcísio foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), recebido por vaias no evento. "É um dos mais competentes ministros desse país que já passou na pasta da infraestrutura".

Bolsonaro reconheceu os trabalhos da chamada "ala política" da Esplanada - citando nominalmente os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. "Aos políticos, o cargo político. Aos ministérios terminativos, as nossas pessoas competentes e preparadas para desempenhar essa função. É um casamento também perfeito", declarou. "Alguns ainda querendo a volta da velha política, isso deixamos para trás, todos nós ganhamos com isso".

Contudo, a chegada de Ciro Nogueira, um cacique do Centrão, à Casa Civil, o coração do governo federal, foi interpretada justamente como uma "rendição final" de Bolsonaro à velha política. "Quando se fala em corrupção, são poucos aqueles que chegam ao Executivo, municipal, estadual ou federal, e têm realmente coragem de botar essa promessa de campanha para frente", seguiu o presidente, no evento, deixando de lado aspectos delicados de seu mandato como as denúncias de corrupção envolvendo a compra de vacinas contra a covid-19 e o fim da Operação Lava-Jato.

Em uma insistência na retórica de combate à corrupção, Bolsonaro prometeu, mais uma vez, levar o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gustavo Montezano, a uma de suas lives para comentar os supostos escândalos de corrupção na instituição em governos anteriores. Uma auditoria interna feita no BNDES em 2020, porém, não encontrou irregularidades ao abrir a "caixa-preta" prometida pelo chefe do Planalto na campanha de 2018.

No evento, o presidente elogiou a Vale, que será responsável pela construção da ferrovia. "O ressurgimento desse modal era sonhado por muitos no Brasil, mas ninguém faz nada sozinho. Sempre temos que ter alguém do nosso lado, nesse caso, a iniciativa privada, a Vale. A eles, nosso reconhecimento, nossa gratidão", declarou.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, que discursou pouco antes de Bolsonaro, afirmou o compromisso da empresa com a "segurança das pessoas e o meio ambiente". A companhia era detentora das barragens de Mariana e Brumadinho, que romperam e causaram grande dano ambiental.

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