ASSINE

Bolsonaro diz que haverá "rebelião" se país decretar lockdown por pandemia

Presidente voltou a criticar governadores e prefeitos que tomam medidas para tentar conter o avanço da Covid-19 e reiterou que não se vacinou contra o coronavírus

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 12/01/2022 às 10h26
Atualizado em 12/01/2022 às 10h26

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que haverá "caos" e "rebelião" se o país decretar lockdown neste ano devido à piora da pandemia de Covid-19. À rádio Jovem Pan, o chefe do Executivo voltou a criticar governadores e prefeitos que tomam medidas para tentar conter o avanço da Covid-19 e reiterou que não se vacinou contra o coronavírus. 

"O Brasil não resiste a um novo lockdown. Será o caos. Será uma rebelião, uma explosão de ações onde grupos vão defender o seu direito à sobrevivência. Não teremos Forças Armadas suficientes para a garantia da lei e da ordem", afirmou Bolsonaro, após criticar os governantes estaduais. Ao contrário do "novo lockdown" que o presidente citou, contudo, foram tomadas apenas medidas localizadas de isolamento social e restrição de circulação de pessoas no Brasil.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro voltou a criticar medidas restritivas no enfrentamento da pandemia. Crédito: Isac Nóbrega/PR

As declarações de Bolsonaro ocorrem em meio ao aumento de casos da doença no país, com a disseminação da variante Ômicron, altamente contagiosa. O chefe do Executivo também voltou a dizer que não se imunizou contra a Covid-19.

"Eu não tomei a vacina. É o meu direito", afirmou. "Não vão forçar, porque eu não vou tomar. Nenhum homem aqui no Brasil ou uma mulher vai me obrigar a tomar a vacina", acrescentou.

O presidente ainda voltou a minimizar os efeitos do coronavírus, que já causou a morte de mais de 600 mil pessoas no Brasil.

"Quando eu falei do meu passado atlético, o meu passado esportivo... batendo em mim o vírus, não vai acontecer nada, como não aconteceu. Fiz o tratamento precoce e nada aconteceu", disse o presidente, em referência ao pronunciamento feito por ele em rede nacional de rádio e televisão em março de 2020, começo da pandemia, quando chamou a Covid-19 de "gripezinha" ou "resfriadinho" e mencionou seu "histórico de atleta".

O tratamento precoce citado pelo presidente, com remédios como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, é comprovadamente ineficaz contra a Covid-19. A defesa do chamado "kit Covid" foi investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que atuou em 2021 no Senado e apontou ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.